EVENTOS NA BULGÁRIA MARCAM VÉSPERA DE VEREDICTO CONTRA ENFERMEIRAS ACUSADAS DE INFECTAR CRIANÇAS EM HOSPITAL DA LÍBIA

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18/12/2006 – 17h45

Um dia antes do esperado veredicto de cinco enfermeiras acusadas de infectar crianças com HIV em um hospital na Líbia, a véspera do julgamento foi marcada nesta segunda por demonstrações de afeto nas ruas da Bulgária (origem das acusadas) com pedidos de liberdade.

Na maioria das cidades do País, além do apoio com faixas e concertos, padres pregaram a salvação da cinco enfermeiras e do médico palestino (também acusado pelo crime), informou a agência de notícias local BTA News.

Eles são acusados de infectar 426 crianças com o vírus da Aids em um hospital da cidade Bengazi (Líbia), em 1998. Todos se encontram presos desde então e foram sentenciados a morte em 2004. Agora, encontram-se em novo julgamento.

Em 2003, uma comissão independente européia concluiu que a culpa era das péssimas condições de higiene do hospital, que reutiliza(va) as seringas – procedimento adotado antes da contratação destes profissionais, de acordo com os peritos ocidentais.

No entanto, mais de 100 cientistas internacionais contestam e afirmam em abaixo-assinado que a perícia foi realizada por “pseudo-experts”.

De acordo com o porta-voz das relações exteriores da França, as 376 crianças sobreviventes (a maioria com 12 anos) não conseguiram enfrentar o preconceito na Líbia e, atualmente, fazem tratamento em hospitais da França e Itália.

O Ministro das Relações Exteriores da Bulgária, Feim Chaushev, viajou para a Líbia para acompanhar o veredicto a ser realizado nesta terça (19).

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do tablóide The Guardian e do Monsters and Critics.com

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