EVENTOS MARCAM O ‘DIA DA VISIBILIDADE DAS TRANSGÊNEROS’; DATA FOI CRIADA EM 2004 POR MEIO DE UMA INICIATIVA DO PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS

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29/01/2007 – 15h40

Hoje, dia 29 de janeiro, comemora-se o “Dia da Visibilidade das Transgêneros”. São consideradas transgêneros as travestis e transexuais. A data é uma referência à primeira campanha de cidadania, desenvolvida especificamente para este público pelo Programa Nacional de DST/Aids há três anos.

Intitulada “Travesti e Respeito”, a iniciativa tinha como objetivo sensibilizar educadores e profissionais de saúde, além de motivar as travestis e transexuais para a cidadania e auto-estima.

Na opinião da vice-presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Lili Anderson, o “governo e a sociedade têm uma dívida imensa com a inclusão social e o respeito com as cidadãs que são travestis e transexuais.”

“A data é importante para reafirmar nossa identidade de gênero e lembrar que pagamos impostos e queremos políticas públicas de educação, segurança, saúde, lazer, cultura e direitos humanos”, explica Lili Anderson.

Para lembrar a data, ONGs promovem diversos eventos em várias partes do país. Na Boca Maldita, zona boêmia do centro da capital paranaense, das 10h00 às 19h00, acontece um ato público para conscientizar a população sobre os “direitos” das transgêneros. A iniciativa é do Transgrupo Marcela Prado.

“Vamos distribuir material educativo e conversar com as pessoas sobre os direitos das trans”, resume Carla Amaral, presidente da entidade. A realização do evento é uma parceria do Transgrupo com o Grupo Dignidade e a Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD).

Em Goiânia , a Associação Goiana de Gays, Lésbicas e Transgêneros (AGLT) vai enviar, para os sindicatos dos jornalistas e radialistas, um requerimento para que os profissionais de comunicação parem de usar o artigo definido masculino “o” ao se referir as travestis e transexuais.

“Elas têm identidade de gênero feminino. O correto é tratá-las pelo nome de mulher e identificarem elas com ‘a’, é o mínimo que a imprensa pode fazer para acabar com o preconceito e discriminação que começa nas redações”, pede Léo Mendes, Secretario de Comunicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT).

Em Vitória, capital capixaba, a Associação dos Transgêneros do Estado do Espírito Santo (Astraes) fará uma exposição de fotos de travestis e transexuais, tendo como foco os indivíduos que estão inseridos na sociedade.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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