03/03/2014 – 11h30
Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que houve aumento de 31.8% para 46.6% no número de novos casos no grupo entre 15-24 anos, entre 1998 e 2010. A prevalência da infecção na população geral brasileira é de 0.6%.
Pesquisa do Projeto Sampacentro, fruto da parceria entre a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, constatou a vulnerabilidade dos jovens gays ao HIV.
O universo do estudo foi composto por 1.217 participantes, e 778 deles concordaram em realizar um exame de sangue para realização de sorologia anti-HIV.
Entre eles observou-se: 7,4% de soropositividade na faixa de 18 a 24 anos; 14,7%, 25 a 34 anos; 27,7%, 35 a 49 anos e 18,3% nos entrevistados entre 50 e 77 anos.
Esses dados corroboram estudos brasileiros recentes que apontam a grande vulnerabilidade de adolescentes e jovens gays (homens que fazem sexo com homens) para a infecção pelo HIV.
Neste contexto é importante facilitar o acesso a informação e aos serviços de saúde. Muita gente não sabe onde realizar o teste anti-HIV de forma gratuita e sigilosa.
Saber se tem ou não o vírus faz toda diferença: caso positivo, é preciso começar o tratamento cedo para ter melhor qualidade de vida. Durante o ano todo, é possível realizar o teste em 130 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em várias Unidades Básicas de Saúde em todo Estado.
Para saber qual é o serviço mais próximos de sua residência é só ligar gratuitamente para: 0800 16 25 50.
Pós Exposição
Poucos conhecem a profilaxia pós exposição. Trata-se de uma forma de prevenção da infecção pelo HIV com uso de medicamentos.
Se acorrer uma relação desprotegida é preciso procurar o mais rápido possível um serviço de saúde (veja endereços no site: www.crt.saude.sp.gov.br) para adoção desta medida de prevenção.
Hoje em dia, entre os principais desafios enfrentados pelos programas nacional, estadual e municipal de DST/aids estão a redução da incidência da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis nos diferentes segmentos populacionais mais vulneráveis e a garantia de uma melhor qualidade de vida e redução do estigma e preconceito em relação às pessoas que vivem com o HIV e aids.



