19/04/2014 – 12h
No encontro foi divulgado o material da campanha “Vigília pelos mortos da aids” que acontecerá em maio.
Estratégias de enfrentamento da aids foram apresentadas à CNBB, pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner.
As diretrizes foram recebidas pelo o assessor nacional da Pastoral da Aids, frei Luiz Carlos Lunardi, pelo diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, e por representantes de movimentos ligados à pastoral para tratar das estratégias de enfrentamento da doença no Brasil, com a participação da Igreja. Na ocasião, foi divulgado o material da campanha “Vigília pelos mortos de aids”.
Além da Pastoral da Aids, a Pastoral da Criança e da Saúde também possuem parceria com o Ministério da Saúde.
Na reunião foi apresentado o objetivo de aproximar a CNBB e o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para que, em conjunto com as Pastorais, seja incentivado o diagnóstico precoce do vírus.
A proposta de apoio da CNBB foi bem recebida por Dom Leonardo Steiner. Segundo o bispo, a CNBB sempre está disposta a colaborar com ações em favor da vida.
“Essas ações que fazem crescer a vida e a dignidade. A CNBB sempre tem se mostrado pronta para colaborar”, afirmou Dom Leonardo. Para ele é preciso tratar o tema com o episcopado e preparar um material para ser entregue nas paróquias.
De acordo com o assessor nacional da Pastoral da Aids, frei Luiz Carlos Lunardi, o ministério da Saúde trabalha com dados de que, no Brasil, quase 250 mil pessoas têm o HIV e não sabem.
“Essas pessoas que possuem o HIV e não sabem são os vetores que estão passando a epidemia para outras pessoas”, afirma. Segundo o frei, essas pessoas só vão saber que possuem o vírus quando surgir uma doença, exigindo tratamento mais rigoroso.
O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, considerou bastante positiva a reunião que pode gerar resultados na conscientização para o diagnóstico precoce da doença.
A Pastoral da Aids atua em 145 dioceses brasileiras e trabalha em ações de prevenção, acompanhamento de direitos e acesso a insumos, medicamentos, consultas e exames além de garantia de políticas e superação do estigma e do preconceito.
Vigília
No terceiro domingo de maio, instituições do mundo inteiro que trabalham com pessoas que sofrem com a aids realizam ações e celebrações em memória dos que morreram por causa da doença. Em 1983, mães, parentes e amigos de vítimas realizaram a primeira vigília, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
Segundo frei Luiz Carlos Lunardi, a vigília é um momento de sensibilização pelas pessoas que morreram prematuramente. Neste ano, é proposto o tema “É preciso manter o foco”.
Para o frei, é preciso criar na agenda política a questão da aids para que os governos pautem nas suas programações ações de prevenção, acompanhamento e de políticas públicas que beneficiem as pessoas.
“Que os programas de governo se comprometam a dar uma resposta a esta epidemia que está cada vez mais avançando em todos os estados do Brasil”, frisou Lunardi.



