O número de casos de sarampo aumentou para 26 no estado de São Paulo. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Dois são importados e os demais relacionados à importação. Durante todo o ano passado foram registrados dois casos em território paulista.
As três novas ocorrências de sarampo foram registradas na capital paulista —dois em crianças menores de um ano (um menino e uma menina) e o terceiro é o de uma mulher na faixa dos 30 anos. Nenhum dos pacientes possui histórico de vacinação.
Mulher é vacinada contra o sarampo na capital paulista – Rubens Cavallari – 03.ago.26/Folhapress
Do total, 23 casos estão no município de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, no ABC, e um em Guarulhos, na região metropolitana. Dos pacientes, 19 não estavam imunizados ou estavam com o esquema incompleto.
A vacinação indiscriminada contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos vai até 1º de setembro, junto com a Campanha Nacional de Multivacinação.
Dados preliminares de 2026 indicam cobertura vacinal de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda no estado. A meta estabelecida é de 95% para cada uma das doses.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.
Quem deve se vacinar contra o sarampo
Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos
Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.




