22/09/2014 – 15h10
Membros de representações de pessoas vivendo com HIV e lideranças das mais diversas áreas, como acadêmica, política e industrial, reuniram-se em Londres, Reino Unido, na semana passada (dias 18 e 19) durante o evento Controlando a Epidemia de HIV com Antirretrovirais: Evitando o Custo da Inércia. De acordo com os participantes, é possível acabar com a epidemia da aids como uma ameaça à saúde global. Alcançar esse objetivo exigirá o uso eficaz das ferramentas disponíveis, incluindo novas metas ambiciosas para a ampliação do acesso ao tratamento do HIV.
O encontro é um evento anual da Associação Internacional de Médicos no Atendimento à Aids (IAPAC), em parceria com a Associação Britânica para o HIV, o Departamento de Saúde e Saúde Pública da Inglaterra (PHE) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids).
Durante um painel de discussão, moderado pelo Lord Fowler, membro do Parlamento Britânico, foi dedicada grande atenção ao potencial das novas ambiciosas metas para o tratamento do HIV. Na abertura do painel, o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé, expressou a necessidade de traçar objetivos audaciosos, como a meta 90-90-90, que visa alcançar, até 2020: 90% de todas as pessoas vivendo com HIV sabendo de seu status; 90% das pessoas diagnosticadas recebendo antirretrovirais e 90% das pessoas em tratamento tendo carga viral indetectável.
Atingir este objetivo aumentaria a proporção de pessoas vivendo com HIV com carga viral indetectável de duas a três vezes, assim como estabeleceria a base para acabar com a epidemia de aids como uma ameaça à saúde pública em 2030. Vários países já estão no caminho de alcançar a meta 90-90-90, demonstrando a viabilidade de conquistar estes resultados.
O painel observou a importância da participação e da liderança da comunidade na obtenção da meta 90-90-90, bem como dos programas de testagem e tratamento de HIV serem fundamentados em princípios de direitos humanos e inclusão. Unanimemente, concordou-se que esforços para a promoção do conhecimento do status sorológico e a oferta de tratamento de HIV devem ser sempre voluntários. Garantir que populações chave beneficiem-se de forma equitativa do impulso para 90-90-90 demandará mudanças legais e políticas para remover barreiras discriminatórias existentes no acesso a serviços.
Durante o evento, Michel Sidibé recebeu o prêmio entregue pelo presidente e chefe executivo da IAPAC, José M. Zuniga, pelo sua “incansável liderança em nossa missão para acabar com a aids”.
"A meta 90–90–90 busca a redistribuição de oportunidades. Precisamos repensar informações estratégicas para impactos estratégicos, a fim de que que possamos investir onde temos o maior número de pessoas necessitando do tratamento antirretroviral”, disse Michel Sidibé.


