05/11/2014 – 11h30
O segundo dia do IV Workshop Internacional Testes de Diagnósticos com Qualidade Assegurada e Acessíveis para Programas de Saúde Pública – aberto na última segunda-feira (3), em Brasília – reuniu especialistas para uma nova série de mesas-redondas em torno dos avanços e desafios inerentes ao universo da supervisão da testagem em todo o mundo.
Como moderadora, a diretora-adjunta do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, apresentou os principais desafios para os programas de saúde pública globais e reuniu os especialistas Rosanna Peeling, da London School of Hygiene & Tropical Medicine; Anita Sands, da Organização Mundial de Saúde (OMS); e Ron Ballard, da Centers for Disease Control and Prevention (CDC). “É um enorme prazer reunir esses especialistas em torno de tema tão urgente”, disse a Adele.
Em sua apresentação "Convergência regulatória: em que direção estamos nos movendo? Atualização sobre as iniciativas na Ásia e África", Rosana Peeling enumerou alguns dos maiores desafios hoje enfrentados pela comunidade global no que tange a essa convergência: a multiplicidade de padrões em vigor; a demora dos processos de aprovação; o pouco rigor de alguns estudos de performance clínica; os custos da aprovação regulatória, muitas vezes repassados aos consumidores; e o sucesso limitado dos esforços rumo à harmonização e padronização – para citar alguns.
Ainda assim, a especialista revelou alguns bem-sucedidos esforços globais rumo à convergência regulatória de excelência. “Queremos processos regulatórios mais simples e eficientes”, reiterou, explicando que os avanços alcançados até agora, movidos pela cooperação e pelo comprometimento de diversos países, são extremamente animadores.
Anita Sands, por sua vez, apresentou a mesa-redonda "O papel da OMS: como a pré-qualificação pode desempenhar um papel na aceleração do acesso ao diagnóstico in vitro". Em sua exposição, explicou que a principal meta da pré-qualificação é promover e facilitar o acesso a diagnósticos in vitro que sejam de boa qualidade, seguros, apropriados e de baixo custo – no universo do diagnóstico de doenças prioritárias da OMS e de sua adequação a cenários de recursos limitados. “Queremos que os processos sejam mais ágeis, mais eficientes e transparentes”, disse.
Já Ron Ballard – em "O CDC como um Centro para Saúde Global: acelerando o acesso ao diagnóstico in vitro" – explicou que, mesmo não sendo agência, o CDC promove supervisão com excelência e assim apoia programas de saúde no mundo inteiro. “Não podemos ser o laboratório do mundo, mas podemos, sim, ajudar a fortalecer os laboratórios do mundo”, disse, enfatizando o arsenal tecnológico e a infraestrutura à disposição do CDC a serviço da tarefa de aprimorar a testagem e o diagnóstico globalmente.
A manhã deste segundo dia do IV Workshop foi encerrada com o Simpósio Satélite "Inovação de Tecnologias em Diagnóstico para DST, HIV e Hepatites Virais", com moderação de Miriam Franchini, coordenadora-geral de laboratório do Departamento. “A ideia deste simpósio é reunir líderes de laboratórios do país e cientistas de empresas que têm novos produtos em preparação – para nos inteirarmos sobre eles, e para saber se de fato terão utilidade para a saúde pública, que é o nosso foco”, reiterou Miriam. Entre as empresas que se alistaram para apresentar seus produtos, a Alere S.A., a BP Healthcare Group e a Light Diagnostics.
O IV Workshop Internacional Testes de Diagnósticos com Qualidade Assegurada e Acessíveis para programas de Saúde Pública será encerrado nesta quarta-feira com uma nova série de mesas-redondas.



