__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
20/06/2014 – 12h
Depois de vencer Honduras na estreia da Copa do Mundo, a França confirmou seu bom momento nessa sexta-feira (20): goleou a Suíça por 5 a 2, em Salvador (BA). O time dos suíços era, em tese, o rival mais complicado do Grupo E. Seguimos acompanhando os jogos com o panorama do enfrentamento da aids nas nações de cada time.
Suíça
Entre 1985 e 2013, a Suíça registrou 33.942 casos de HIV e 9.534 casos de aids. O número de novas infecções por HIV estão em queda desde o ano de 2009 (2009:656; 2010: 604; 2011: 557; 2012: 622; 2013: 575). Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), em 2013, o país registrou 575 novos casos de HIV, contra 125 de aids. No ano de 2012 o número foi de 622 para o HIV e 98 casos de aids. A prevalência do HIV na população de 15 a 49 anos é de 0,4%.
No período entre 2002 e 2008, o número de novas notificações de HIV tinha permanecido mais ou menos estável, mas a um alto nível, também em comparação com outros países da Europa Ocidental. No entanto, essa estabilidade aparente era o resultado de duas tendências divergentes: uma diminuição entre os heterossexuais e um aumento entre homens que fazem sexo com homens (HSH). No ano de 2009, a primeira queda ligeira de novas notificações de HIV também foi observada entre os HSH.
Dos casos de HIV registrado em 2013, 26,9% foi em mulheres, 45% entre HSH, 3% entre usuários de drogas injetáveis.
Como na maioria dos países industrializados, o HIV, provavelmente, começou a se espalhar na Suíça na década de 1970. Como resultado da disseminação da epidemia, o número de notificações subiu rapidamente após o ano 1985, quando o teste de HIV foi introduzido em larga escala.
O governo suíço considera que uma das saídas para diminuir as novas infecções é investir na prevenção do HIV. Principalmente nos grupos em que o risco se concentra, em especial os do sexo masculino, como os homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), as pessoas provenientes de países com alta prevalência de HIV, especialmente da África Subsaariana e usuários de drogas injetáveis (UDI).
Mais números
• População: 8 milhões de habitantes
• Número estimado de pessoas vivendo com HIV : de 16 a 27 mil
Sobre o país
A pequena Suíça está localizada no centro da Europa, fazendo fronteira a norte com a Alemanha, a leste com a Áustria e o Liechtenstein, a sul com a Itália e a oeste com a França. Como os outros países desenvolvidos, a Suíça tem grande leque esportivo de atletas, clubes, estádios, praticantes anônimos etc.
O futebol é um dos esportes mais praticados no país. Conta com uma liga nacional de dez equipes e muitas outras amadoras. O hóquei em gelo também é muito famoso, assim como o voleibol, o basquetebol, o handebol. A Suíça é um destino singular de férias, viagens e congressos..
França
Cerca de 6.400 foram diagnosticadas portadores do HIV em 2012 na França, um número que segue estável desde 2007. Pessoas com menos de 25 anos representam 12% dos novos diagnósticos em 2012 e os com 50 anos ou mais, 18%. De todos os diagnósticos em 2012, cerca de 2.650 foram em Homens que Fazem Sexo com Homens (HSH), o que representa 42% dos casos neste ano. Os dados são do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids).
Ainda segundo o órgão das Nações Unidas, na população heterossexual, cerca de 3.500 pessoas receberam o resultado positivo para o HIV, o que representa 56% das descobertas. Ainda na população heterossexual, do total de infecções, 2.400 são em estrangeiros, basicamente em pessoas nascidas na África Subsaariana (77%) e mulheres (60%). Dos casos em franceses, 59% são em homens.
Em 2012, 5% dos diagnósticos foram descobertos num estágio inicial da infecção primária, 65%, na fase assintomática, 14% em fase inicial de aids e 16% numa fase mais evoluída.
Com relação aos usuários de drogas, o número é baixo: 80 casos, ou seja, 1% de todos os diagnósticos em 2012. A maioria deles em homens (90%).
Em 2013, o presidente da organização não governamental francesa Aides, Jean-Marie Le Gall, apresentou resultados preliminares de estudo que testou 20 mil pessoas para o HIV, na França. Entre os HSH brancos, 1,73% dos resultados foram positivos. Já na população de gays que vivem em comunidades de imigrantes, a prevalência foi quase o dobro: 3,47%. Entre os imigrantes heterossexuais, a proporção de casos positivos encontrados foi de 0,8%, sendo 1,01% em mulheres e 0,73% entre homens.
Para Le Galll, o resultado comprovou que os imigrantes estão mais vulneráveis ao vírus da aids. “São pessoas que sofrem maior estigma e, consequentemente, têm menos acesso aos serviços de saúde e à testagem.”
Mais números
Habitantes: 66 milhões
Pessoas vivendo com HIV/aids: cerca de 160 mil
Taxa de prevalência em adultos maiores de 15 anos: 0,3% – 0,4%
Mulheres maiores de 15 vivendo com HIV: de 38 a 59 mil
Sobre o país
A França está entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Na Europa, ocupa o terceiro lugar entre as economias do continente, superada somente pela Alemanha e pelo Reino Unido. A população francesa tem uma boa qualidade de vida, apresenta bons indicadores sociais. Além disso, a renda per capita é uma das melhores do mundo. A constituição francesa concede o direito de culto no país, onde as religiões são divididas entre: catolicismo (maioria), agnosticismo, ateísmo, islamismo, protestantismo e judaísmo.
Agência de Notícias da Aids


