03/07/2014 – 19h30
Está chegando a hora do jogo entre Brasil e Colômbia, que brigam por uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo. A partida acontece na Arena Castelão, em Fortaleza, nessa sexta-feira (4), às 17h. Antes desse jogo, de emoções maiores para os brasileiros, França e Alemanha abrem, às 13h, no Maracanã (Rio), a nova fase do Mundial. A Agência de Notícias da Aids vem publicando, desde o início do campeonato, matérias sobre o cenário do enfrentamento da aids nos países das seleções que entram em campo.
Na partida contra a aids, o Brasil também tem saído com vantagens. O país é conhecido por ter um dos melhores programas de tratamento da doença no mundo e é referência. Tem excelentes centros de tratamento, que sempre recebem equipes de médicos de outros países, em busca de capacitação. Desde 1996, o acesso gratuito a tratamento para todas as pessoas infectadas é garantido por lei e está à disposição nos serviços públicos.
Já a Colômbia, o país mais regular do torneio até agora, com a única seleção que ainda não deu susto em seus torcedores e tem enchido os olhos do público, tem o desafio de romper as barreiras do teste de HIV. A testagem ainda não está disponível para toda a população, embora o governo tenha assumido, em 2005, o compromisso de oferecer tratamento universal.
Mas, tudo indica, a Colômbia está se preparando para fazer gols também no campo do combate à aids. O Ministério da Saúde do país deve passar a distribuir seringas descartáveis para usuários de heroína, com o objetivo de prevenir a transmissão da doença pelo compartilhamento de agulhas. A informação é do jornal "El Tiempo" de quinta-feira (3).
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França e Alemanha
Na França, cerca de 6.400 diagnósticos de HIV foram feitos em 2012. É uma taxa que segue estável desde 2007. Pessoas com menos de 25 anos representam 12% dos novos diagnósticos e os com 50 anos ou mais, 18%. Dos registros de 2012, cerca de 2.650 foram em homens que fazem sexo com homens (HSH), o que representa 42% dos casos. Os dados são do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids).
Ainda segundo o órgão das Nações Unidas, na população heterossexual, cerca de 3.500 pessoas receberam o resultado positivo para o HIV, o que representa 56% das descobertas. (Veja aqui os outros dados da França)
Na Alemanha, a transmissão do vírus HIV é considerada crime se um portador está ciente da infecção e, mesmo assim, mantém relações sexuais sem proteção. A questão é polêmica, levando em conta a difícil definição do que é proposital e que, numa relação, as duas pessoas são responsáveis pela proteção.
A prevalência do HIV neste país entre os adultos é de 0,1%. A maior parte das infecções é entre os homens que fazem sexo com homens (HSH). Estudo do instituto Robert Koch, publicado em novembro de 2011, informa que 52 mil pessoas estão em tratamento na Alemanha. (leia mais aqui)
Redação da Agência de Notícias da Aids


