Especial_COPA DO MUNDO: Prevalência de HIV/aids nos EUA é de 0,5%. Bélgica cria plano para combater mil novas infecções ao ano

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01/07/2014 – 09h40 atualizado às 22h

Pela quinta vez em oito jogos, uma partida das oitavas de final foi para a prorrogação. E, mais uma vez, o tempo extra foi mais emocionante que o jogo. Foi justamente na prorrogação que a Bélgica derrotou os Estados Unidos por 2 a 1 em partida disputada na Arena Fonte Nova (em Salvador) e se classificou para a próxima fase do Mundial. Com o resultado, a Bélgica vai enfrentar a Argentina no próximo sábado (5), às 13h, no estádio Mané Garrincha (em Brasília). Veja como os países dos dois times tratam a aids em seu território:

Estados Unidos

Mais de 1,1 milhão de pessoas vivem com HIV/aids nos Estados Unidos e quase uma em cinco (15,8%) não conhecem seu estado sorológico. Há uma década, o número de novas infecções na população geral está praticamente estagnado em 50 mil casos anuais.

Dentro dessas estimativas, alguns grupos são mais afetados. Os homens que fazem sexo com homens (HSH), por exemplo, continuam se infectando mais e, entre as etnias, os afro-americanos são os mais afetados. Os dados são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Segundo o CDC, a população de gays, bissexuais e outros HSH, particularmente jovens afro-americanos, são os mais afetados pelo HIV no país.

Em 2010, o número estimado de novas infecções entre HSH foi de 29,8 mil, um aumento significativo de 12% em relação a 2008.

Embora os HSH representem cerca de 4% da população masculina nos EUA, em 2010 eles representaram 78% das novas infecções entre os homens e 63% entre todas as novas infecções. Os HSH brancos continuam a responder pelo maior número de novas infecções (11,2 mil), seguidos pelos HSH negros (10,6 mil).

Usuários de drogas injetávies (UDI) também estão entre as populações mais afetadas, representando 8% das novas infecções em 2010 e 16% do total desde o início da epidemia. Aproximadamente 182 mil UDI com diagnóstico de aids morreram no país.

Pílula para prevenir

Em maio de 2014, o CDC dos Estados Unidos recomendou que americanos saudáveis com alto risco de contrair HIV tomem diariamente o medicamento antirretroviral Truvada. A recomendação é uma tentativa de reduzir o contágio de HIV.

As diretrizes consideram grupo de risco pessoas com parceiros infectados pelo HIV; homens gays que fazem sexo sem preservativo; heterossexuais com parceiros UDI ou bissexuais; e qualquer pessoa que compartilhe drogas injetáveis.

Uma pesquisa divulgada pelo CDC em novembro de 2013 mostrou que o número de homens gays que admite ter feito sexo sem proteção recentemente aumentou 20% entre 2005 e 2011.

Mais números

• população: 314 milhões de habitantes

Sobre o país

Estados Unidos da América, ou simplesmente Estados Unidos, tem sua maior parte localizada na região central da América do Norte, formada por 48 estados e Washington, D.C., o distrito federal da capital. O presidente Barack Obama comanda o país pela segunda vez e seu grande desfio é conciliar manutenção das políticas sociais e economia.

Os primeiros casos registrados de aids foram reconhecidos no país, em pacientes homossexuais masculinos provenientes de grandes cidades norte-americanas, como Nova York, Los Angeles e São Francisco. O país tem uma história forte de militância contra a doença e deve a ela muitas de suas conquistas.

Os Estados Unidos são o terceiro país mais visitado do mundo, atrás de França e Espanha. Nova York é uma das maiores e mais influentes cidades do planeta, com alguns dos principais símbolos e pontos turísticos do país, como a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, o Central Park, a Times Square, a Ponte do Brooklyn, Manhattan e a Quinta Avenida.

Bélgica

Na Bélgica, a presença de casos de HIV/aids entre adultos, de 15 a 49 anos, é de 0,2%, ou seja, em torno de 20 mil belgas vivem com a doença no pais. A taxa entre homens que fazem sexo com homens (HSH) é de 40% dos casos novos.

Recentemente, a Bélgica deu um passo à frente na sua resposta à aids com o lançamento de seu primeiro Plano Estratégico Nacional para o HIV. A própria Rainha Matilde acompanhou sua formulação e o lançamento. O planejamento 2014-2019 tem três pilares centrais: prevenção do HIV, testes e tratamento e cuidado e apoio. O plano aborda um contexto no qual mais de mil novas infecções por HIV estão sendo relatados a cada ano. E prioriza as populações mais afetadas, incluindo homens que fazem sexo com homens (HSH) e trabalhadores migrantes. Apesar de o número de pessoas que vivem com HIV na Bélgica ser considerado baixo, a taxa de novas infecções não tem diminuído nos últimos anos.

Como membro do Conselho de Coordenação do Programa das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids), no início desse ano a Bélgica renovou seu compromisso financeiro para apoiar os esforços no sentido de ajudar os países a atingir suas metas de HIV. Essa contribuição, de 14,52 milhões de euros, colocou a Bélgica no top 10 doadores do Unaids.

Mais números

• População: 10,7 milhões de habitantes.
• 17,20% da população têm 65 anos ou mais
• 80% das pessoas com mais de 65 anos têm uma doença crônica
• 85% daqueles com mais de 75 anos sofrem de três doenças crônicas.

Sobre o país

Nos pouco mais de 30 mil quilômetros quadrados do reino da Bélgica vivem mais de 10 milhões de súditos de sua majestade o Rei Philipe. Conhecido pela alta qualidade de vida e por teu um dos melhores sistemas de saúde do mundo, o pais possui expectativa de vida de 80 anos. O setor dos cuidados em saúde representava 10,9% do PIB. Desse total, 70% são pagos pelo poder público e 30%, por contribuição direta do usuário.

Cerca de 5% a 10% da população consome 50% a 65% do total do orçamento, sendo que grande parte dessa quantia se dá em função do tratamento de doenças crônicas.

O país também tem uma política liberal em relação a costumes e a direitos humanos. Foi o segundo no mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2003, e a adoção de tais casamentos em 2006. Desde 2001, o governo da Bélgica decidiu descriminalizar o consumo pessoal e a posse de pequena quantidade de maconha e a legislação em relação ao aborto permite a interrupção voluntária da gravidez até 12 semanas de gestação.

A Bélgica fica na Europa Ocidental e hospeda em seu território a sede da União Europeia . As duas maiores regiões da Bélgica são a de língua holandesa, na região dos Flandes ao norte, onde vivem 59% da população e a Frances, ao sul, habitada por 31% dos belgas. A região de Bruxelas é oficialmente bilíngüe.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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