Especial_COPA DO MUNDO: Prevalência de HIV/aids nos EUA é de 0,5%. Alemanha tem lei que criminaliza transmissão do vírus 

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26/06/2014 – 9h30

atualizada às 15h20

Pela terceira vez nesta Copa, Porto Alegre terá a honra de receber uma seleção campeã mundial. Depois de França e Argentina na primeira fase, a Alemanha jogará na Capital após vencer os Estados Unidos por 1 a 0, resultado que garantiu o primeiro lugar do Grupo G. Os norte-americanos, mesmo com a derrota, também se classificaram. Veja como os países dos dois times tratam a aids em seu território:

Estados Unidos

Mais de 1,1 milhão de pessoas vivem com HIV/aids nos Estados Unidos e quase uma em cinco (15,8%) não conhecem seu estado sorológico. Há uma década, o número de novas infecções na população geral está praticamente estagnado em 50 mil casos anuais.

Dentro dessas estimativas, alguns grupos são mais afetados. Os homens que fazem sexo com homens (HSH), por exemplo, continuam se infectando mais e, entre as etnias, os afro-americanos são os mais afetados. Os dados são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Segundo o CDC, a população de gays, bissexuais e outros HSH, particularmente jovens afro-americanos, são os mais afetados pelo HIV no país.

Em 2010, o número estimado de novas infecções entre HSH foi de 29,8 mil, um aumento significativo de 12% em relação a 2008.

Embora os HSH representem cerca de 4% da população masculina nos EUA, em 2010 eles representaram 78% das novas infecções entre os homens e 63% entre todas as novas infecções. Os HSH brancos continuam a responder pelo maior número de novas infecções (11,2 mil), seguidos pelos HSH negros (10,6 mil).

Usuários de drogas injetávies (UDI) também estão entre as populações mais afetadas, representando 8% das novas infecções em 2010 e 16% do total desde o início da epidemia. Aproximadamente 182 mil UDI com diagnóstico de aids morreram no país.

Pílula para prevenir

Em maio de 2014, o CDC dos Estados Unidos recomendou que americanos saudáveis com alto risco de contrair HIV tomem diariamente o medicamento antirretroviral Truvada. A recomendação é uma tentativa de reduzir o contágio de HIV.

As diretrizes consideram grupo de risco pessoas com parceiros infectados pelo HIV; homens gays que fazem sexo sem preservativo; heterossexuais com parceiros UDI ou bissexuais; e qualquer pessoa que compartilhe drogas injetáveis.

Uma pesquisa divulgada pelo CDC em novembro de 2013 mostrou que o número de homens gays que admite ter feito sexo sem proteção recentemente aumentou 20% entre 2005 e 2011.

Mais números

• população: 314 milhões de habitantes

Sobre o país

Estados Unidos da América, ou simplesmente Estados Unidos, tem sua maior parte localizada na região central da América do Norte, formada por 48 estados e Washington, D.C., o distrito federal da capital. O presidente Barack Obama comanda o país pela segunda vez e seu grande desfio é conciliar manutenção das políticas sociais e economia.

Os primeiros casos registrados de aids foram reconhecidos no país, em pacientes homossexuais masculinos provenientes de grandes cidades norte-americanas, como Nova York, Los Angeles e São Francisco. O país tem uma história forte de militância contra a doença e deve a ela muitas de suas conquistas.

Os Estados Unidos são o terceiro país mais visitado do mundo, atrás de França e Espanha. Nova York é uma das maiores e mais influentes cidades do planeta, com alguns dos principais símbolos e pontos turísticos do país, como a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, o Central Park, a Times Square, a Ponte do Brooklyn, Manhattan e a Quinta Avenida.

Alemanha

O Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH) da Alemanha é de 0,920, considerado alto para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. (Pnud). Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids ( Unaids), a prevalência do HIV entre os adultos é de 0,1%. A maior parte das infecções é entre os homens que fazem sexo com homens (HSH). Estudo do instituto Robert Koch, publicado em novembro de 2011, informa que 52 mil pessoas estão em tratamento na Alemanha.

Um outro estudo, divulgado em 2007 pelo mesmo instituto sobre a evolução da epidemia na Alemanha, mostrou que a infecção pelo vírus HIV aumentou 12% entre homossexuais e 7,5% entre heterossexuais, em comparação ao ano anterior.

Os homossexuais representaram nesse estudo cerca de 65% dos novos casos da doença, ou seja, 2.285 dos 2.752 registrados.

O instituto alemão detectou uma diminuição no número de infecções entre os usuários de drogas e estrangeiros oriundos de países com alta prevalência do HIV.

De acordo com Escritório Federal Alemão de Pesquisa Sanitária, a distribuição de preservativos é insuficiente no país e os homossexuais não os usam em todas as relações. Em outros grupos da população sexualmente ativa, principalmente na faixa de idade de 16 a 44 anos, o uso de preservativos aumentou de 69% para 77% entre os anos de 2006 e 2007.

País criminaliza transmissão “proposital” do HIV

Na Alemanha, a transmissão do vírus HIV é considerada crime se um portador do vírus está ciente da infecção e, mesmo assim, mantém relações sexuais sem proteção. A questão é polêmica, levando em conta a difícil definição do que é proposital, especialmente considerando que, numa relação, as duas pessoas são responsáveis pela proteção.

Segundo a Deutsche Aids-Hilfe (DAF), desde os anos de 1990, aumentaram as condenações relacionadas à transmissão do HIV no país. Jörg Litwinschuh, porta-voz dessa organização que reúne mais de cem associações regionais de prevenção ao HIV e aids na Alemanha, disse ser contra esta lei. "É um sinal de mais uma política restritiva perante os soropositivos", criticou.

Por outro lado, a secretária da Juventude da Baviera, Christine Hadertbauer, concorda com a criminalização. "Quando se tratar de um caso claro de lesão corporal intencional, o agressor precisa ser punido", defende a política do partido conservador União Social Cristã (CSU).

Redação da Agência de Notícias da Aids

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