__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
16/06/2014 – 18h
Atualizada em 16/06/2014 – 21h40
Após serem derrotados por Gana nas duas últimas Copas do Mundo, os Estados Unidos finalmente se vingaram: com direito a gol-relâmpago e outro nos minutos finais, os americanos venceram os africanos por 2 a 1 na noite desta segunda-feira, na Arena das Dunas, em Natal. Gana entrou para o Mundial há oito anos, na Alemanha, quando foi a única seleção africana a passar da primeira fase, perdendo para o Brasil nas oitavas de final. Para os Estados Unidos, essa é a sétima Copa consecutiva. Veja como é o cenário da aids nesses dois países:
Gana
Com uma população de cerca de 25 milhões de habitantes, Gana tem cerca de 240 mil vivendo com HIV/aids. Lá, a prevalência em relação à população é de 1,4%, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) de 2012.
Cerca de 3.800 mulheres e mais de 800 crianças se infectaram em 2012. A cobertura da transmissão vertical (TV) aumentou de 32% para 95% desde 2009, mas 1 em 4 mulheres grávidas ainda não recebem tratamento.
Os números da aids em Gana têm variações gritantes, de acordo com áreas geográficas, sexo, idade e residência. Em 2009, por exemplo, em 40 locais pesquisados, variaram de 0,7% no distrito de North Tongu para 5,8% em Agomanya e Koforidua.
Os índices sobem em grupos vulneráveis em relação à população geral. A prevalência do HIV entre profissionais do sexo, por exemplo, foi de 25,1%, em 2009. Entre os jovens, de 2,1%, superior a 2008 (1,9%).
O primeiro caso de aids foi registrado em 1986. Desde então, a prevalência fica acima de 1% — segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia é generalizada.
Mais números
•120 mil crianças de 0 a 14 anos vivem com HIV/aids em Gana
•28 mil já morreram em decorrência da aids
•12 mil é o número de órfãos da aids no país
•Em 2003, a cobertura de antirretrovirais era de 0,3%
•Em 2009, a cobertura de antirretrovirais era de 40%
Estados Unidos
Mais de 1,1 milhão de pessoas vivem com HIV/aids nos Estados Unidos e quase uma em cinco (15,8%) não conhecem seu estado sorológico. Há uma década, o número de novas infecções na população geral está praticamente estagnado em 50 mil casos anuais.
Dentro dessas estimativas, alguns grupos são mais afetados. Os homens que fazem sexo com homens (HSH), por exemplo, continuam se infectando mais e, entre as etnias, os afro-americanos são os mais afetados. Os dados são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Segundo o CDC, a população de gays, bissexuais e outros HSH, particularmente jovens afro-americanos, são os mais afetados pelo HIV no país.
Em 2010, o número estimado de novas infecções entre HSH foi de 29,8 mil, um aumento significativo de 12% em relação a 2008.
Embora os HSH representem cerca de 4% da população masculina nos EUA, em 2010 eles representaram 78% das novas infecções entre os homens e 63% entre todas as novas infecções. Os HSH brancos continuam a responder pelo maior número de novas infecções (11,2 mil), seguidos pelos HSH negros (10,6 mil).
Usuários de drogas injetávies (UDI) também estão entre as populações mais afetadas, representando 8% das novas infecções em 2010 e 16% do total desde o início da epidemia. Aproximadamente 182 mil UDI com diagnóstico de aids morreram no país.
Pílula para prevenir
Em maio de 2014, o CDC dos Estados Unidos recomendou que americanos saudáveis com alto risco de contrair HIV tomem diariamente o medicamento antirretroviral Truvada. A recomendação é uma tentativa de reduzir o contágio de HIV.
As diretrizes consideram grupo de risco pessoas com parceiros infectados pelo HIV; homens gays que fazem sexo sem preservativo; heterossexuais com parceiros UDI ou bissexuais; e qualquer pessoa que compartilhe drogas injetáveis.
Uma pesquisa divulgada pelo CDC em novembro de 2013 mostrou que o número de homens gays que admite ter feito sexo sem proteção recentemente aumentou 20% entre 2005 e 2011.
Mais números
•população: 314 milhões de habitantes
Sobre o país
Estados Unidos da América, ou simplesmente Estados Unidos, tem sua maior parte localizada na região central da América do Norte, formada por 48 estados e Washington, D.C., o distrito federal da capital. O presidente Barack Obama comanda o país pela segunda vez e seu grande desfio é conciliar manutenção das políticas sociais e economia.
Os primeiros casos registrados de aids foram reconhecidos no país, em pacientes homossexuais masculinos provenientes de grandes cidades norte-americanas, como Nova York, Los Angeles e São Francisco. O país tem uma história forte de militância contra a doença e deve a ela muitas de suas conquistas.
Os Estados Unidos são o terceiro país mais visitado do mundo, atrás de França e Espanha. Nova York é uma das maiores e mais influentes cidades do planeta, com alguns dos principais símbolos e pontos turísticos do país, como a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, o Central Park, a Times Square, a Ponte do Brooklyn, Manhattan e a Quinta Avenida.
Redação da Agência de Notícias da Aids


