__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
23/06/2014 – 12h
atualizado às 19h10
O México avançou para as oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Croácia por 3 a 1, nesta segunda-feira (23). A partida foi realizada na Arena Pernambuco. Com a vitória, o México alcançou sete pontos e ficou com a segunda posição no grupo A. Veja como é o cenário da aids nesses dois países:
México
No México, cerca de 170 mil pessoas vivem com HIV numa população estimada em 120,8 milhões de pessoas. Segundo estimativas do Programa Conjunto das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids), desse total, 82% são do sexo masculino — para cada mulher há 4,6 homens vivendo com o vírus, no país.
A epidemia do HIV é classificada como concentrada, uma vez que não avançou na população em geral, mas se mantém em populações específicas, como nos homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas injetáveis (UDI), homens profissionais do sexo e, em menor escala, mulheres profissionais do sexo e população carcerária.
A forma de transmissão em 90% dos casos é por via sexual, principalmente entre os homens com mais de 15 anos. Nos primeiros anos da epidemia, os homens homossexuais e bissexuais representavam mais de 90% do total de casos registrados. Segundo o relatório, eles hoje são, aproximadamente, 50% do total. A transmissão vertical (TV, infecção da mãe para o filho na gravidez, no parto ou na amamentação) apresenta uma porcentagem baixíssima.
A prevalência do vírus na população adulta (entre 15 e 49 anos) é de 0,24%, sendo superior a 5% entre HSH, UDI e homens profissionais do sexo. Em relação à idade, o grupo de 30 a 34 anos tem a maior porcentagem de casos diagnosticados (19,8%), seguido do grupo de 25 a 29 anos (18,2%) e do grupo de 35 a 39 anos (16,4%).
Os primeiros casos de aids no México foram registrados em 1983, ano em que pouco se conhecia da infecção e não existiam manuais padronizados para confirmar a identificação dos casos. Só a partir de 2003, os mexicanos passaram a ter acesso universal ao tratamento antirretroviral.
Nos últimos anos, o esforço do país em relação à oferta de remédios e à atenção integral, combinado com estratégias preventivas e de combate ao estigma, à discriminação e à homofobia, começou a render frutos. A mortalidade associada à aids caiu de 4,9 mortes a cada cem mil pessoas para 4,5.
Em relação à prevenção, as primeiras ações foram dirigidas ao controle da transmissão por transfusão de sangue e à prevenção junto às mulheres profissionais do sexo. Paulatinamente e, diante das evidências da concentração da transmissão entre os HSH, assim como o importante crescimento da epidemia em UDI, a estratégia foi reformulada para alcançar também esses grupos.
Sobre o país
O México tem uma população estimada de 120,8 milhões de pessoas. É um país predominantemente católico e uma das maiores economias do mundo, sendo uma potência regional. Desde 1994, é o primeiro país latino-americano membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Tem renda média alta consolidada, ocupando o 61º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países.
O país ainda ocupa o quinta posição no mundo e a primeira das Américas em número de Patrimônios Mundiais da Unesco, com 31 lugares que receberam esse título e, em 2007, foi o 10º mais visitado do mundo, com 21,4 milhões de turistas internacionais.
Croácia
Os dados são do mais recente relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), no fim de 2012. O índice de novas infecções na Croácia está estabilizado em 1,7 para cada 100 mil habitantes. Na faixa etária entre 15 e 49 anos, a prevalência é inferior a 0,1%. No Brasil, na população geral, a prevalência é de 0,3%.
Na Croácia, os primeiros casos foram registrados e passaram a ser monitorados em 1985. Aqui, os primeiros registros datam de 1982. Em ambos os países, as relações sexuais desprotegidas são a maior causa da infecção, que vem aumentando mais na população de homens que fazem sexo com homens (HSH).
Das novas infecções na Croácia, 86% foram entre os homens, sendo 65,3% atribuídas a HSH; 29,3% a relações heterossexuais e 4% a usuários de drogas injetáveis. Na capital, Zagreb (com cerca de 780 mil habitantes), uma pesquisa revelou que a prevalência de casos de aids na população de HSH é de 3%.
Desde 2010, dez serviços de saúde na Croácia fornecem testagem gratuita para o HIV. Segundo a política local, o teste para o vírus não pode, jamais, ser obrigatório e todas as doações de sangue são testadas desde a metade dos anos 80.
O país é bastante conservador e predominantemente católico romano, com influência dos bispos. O programa de educação e saúde, que inclui algumas diretrizes de ensino sobre sexualidade nas escolas, foi cancelado pela Corte Constitucional em maio de 2013 sob alegação de que faltou debate público. Entretanto, em junho e julho, o ministro da Ciência, Educação e Esportes organizou o debate em alguns fóruns. Consequentemente, o programa, em versão levemente modificada, entrou no currículo das escolas em 2013/2014.
Mais números da Croácia
• Mortes por aids desde 1985: 151
• Mulheres maiores de 15 anos vivendo com HIV: 350
• Cobertura do tratamento antirretroviral: 89%
Sobre o país
A Croácia é uma das repúblicas mais desenvolvidas da ex-Iugoslávia, cuja independência foi obtida no dia 25 de junho de 1991, por um plebiscito. No entanto, esse processo de independência desencadeou uma guerra civil com a minoria sérvia que habita a região enfrentando ainda um forte movimento separatista na fronteira com a Bósnia.
A economia é impulsionada pela concentração de indústrias têxteis, químicas e mecânicas na cidade de Zagreb. Outros destaques são as siderurgias e petroquímicas.
O turismo é outra importante fonte de receita. A Croácia tem 1.135 ilhas e um litoral de 5.789 quilômetros, além de cidades milenares, como Dubrovnik (considerada patrimônio da humanidade), as ruínas gregas e romanas e o Palácio de Diocleciano, construído no fim do século III para ser o retiro do imperador romano. O país recebe cerca de 8 milhões de visitantes por ano, conforme dados do Ministério da Cultura da Croácia.
O país ocupa o 47º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países. Os serviços de saneamento ambiental são destinados a 98% das residências do país, fato que reflete na baixa taxa de mortalidade infantil: 6 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entretanto, o grande problema nacional é a reconstrução da infraestrutura das regiões destruídas durante a invasão dos sérvios.
Redação da Agência de Notícias da Aids



