__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
15/06/2014 – 12h30
A Agência de Notícias da Aids segue publicando uma série de matérias que pretende traçar o cenário da aids no país de cada uma das seleções que vieram disputar a Copa do Mundo. Suíça e Equador jogaram pelo grupo E neste domingo (15), em Brasília. O time da Suíça venceu por 2 a 1 com gol no último minuto. A seleção suíça joga sua segunda Copa no Brasil — em 1950 terminou a competição em 20º lugar. Já os equatorianos participam de sua terceira Copa do Mundo. Veja, agora, como os países de ambas enfrentam a aids.
Suíça
Entre 1985 e 2013, a Suíça registrou 33.942 casos de HIV e 9.534 casos de aids. O número de novas infecções por HIV estão em queda desde o ano de 2009 (2009:656; 2010: 604; 2011: 557; 2012: 622; 2013: 575). Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), em 2013, o país registrou 575 novos casos de HIV, contra 125 de aids. No ano de 2012 o número foi de 622 para o HIV e 98 casos de aids. A prevalência do HIV na população de 15 a 49 anos é de 0,4%.
No período entre 2002 e 2008, o número de novas notificações de HIV tinha permanecido mais ou menos estável, mas a um alto nível, também em comparação com outros países da Europa Ocidental. No entanto, essa estabilidade aparente era o resultado de duas tendências divergentes: uma diminuição entre os heterossexuais e um aumento entre homens que fazem sexo com homens (HSH). No ano de 2009, a primeira queda ligeira de novas notificações de HIV também foi observada entre os HSH.
Dos casos de HIV registrado em 2013, 26,9% foi em mulheres, 45% entre HSH, 3% entre usuários de drogas injetáveis.
Como na maioria dos países industrializados, o HIV, provavelmente, começou a se espalhar na Suíça na década de 1970. Como resultado da disseminação da epidemia, o número de notificações subiu rapidamente após o ano 1985, quando o teste de HIV foi introduzido em larga escala.
O governo suíço considera que uma das saídas para diminuir as novas infecções é investir na prevenção do HIV. Principalmente nos grupos em que o risco se concentra, em especial os do sexo masculino, como os homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), as pessoas provenientes de países com alta prevalência de HIV, especialmente da África Subsaariana e usuários de drogas injetáveis (UDI).
Mais números
• População: 8 milhões de habitantes
• Número estimado de pessoas vivendo com HIV : de 16 a 27 mil
Sobre o país
A pequena Suíça está localizada no centro da Europa, fazendo fronteira a norte com a Alemanha, a leste com a Áustria e o Liechtenstein, a sul com a Itália e a oeste com a França. Como os outros países desenvolvidos, a Suíça tem grande leque esportivo de atletas, clubes, estádios, praticantes anônimos etc.
O futebol é um dos esportes mais praticados no país. Conta com uma liga nacional de dez equipes e muitas outras amadoras. O hóquei em gelo também é muito famoso, assim como o voleibol, o basquetebol, o handebol. A Suíça é um destino singular de férias, viagens e congressos..
Equador
Estima-se em 37 mil o número de pessoas vivendo com HIV/aids no Equador, que tem uma população de cerca de 15 milhões de pessoas. Em 2009, o país emitiu uma licença compulsória para o antirretroviral clopinavir/ritonavir e, com a versão genérica do medicamento, conseguiu uma economia de 30%, o que permitiu ao governo oferecer o tratamento a mais pacientes que dele necessitassem.
O país passou a ter avanços importantes na luta contra a aids em 2007 , com a implementação de políticas de atenção, tratamento abrangente e prevenção, com ênfase na transmissão vertical (de mãe para filho). O Brasil sempre foi parceiro do Equador nessa questão.
Assim como em outros países da América Latina, depois de mais de 30 anos de epidemia, a grande luta no Equador ainda é contra o preconceito. O estigma e a discriminação fazem com que muitos equatorianos enfrentem a doença às escondidas por medo de sofrerem rejeição sócia. Segundo uma enquete de 2010, 75% dos cidadãos da capital, Quito, não morariam com moradores infectados pelo HIV.
Mais números
•Em 2011 estimava-se em 9 mil o número de pessoas em tratamento
•Em 1984 foram registrados os primeiros casos de HIV
•Até 2009 foram registrados cerca de 16 mil casos
Sobre o país
O pequeno Equador tem paisagens belíssimas e um dos destinos obrigatórios para quem gosta de conhecer belezas naturais é o arquipélago de Galápagos. A população tem fama de ser simpática e hospitaleira.
Quito, a capital, a 2.800 metros de altitude, tem como principal destaque um centro histórico reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1978. Outro patrimônio listado é a bela cidade colonial de Cuenca, com suas igrejas e edifícios coloniais e ruas calçadas de pedras e uma deliciosa atmosfera da América hispânica.
A capital do Equador também é conhecida por abrigar o ponto turístico que marca o ponto em que a linha do Equador divide os hemisférios norte e sul do globo.
O Equador tem 22 vulcões em seu território. Três deles, ainda ativos, estão próximos a Quito, motivo pelo qual o município vive em estado de alerta.
Redação da Agência de Notícias da Aids


