Especial_COPA DO MUNDO: No Chile, prevalência do vírus HIV é de 0,4%. Na Holanda, maconha é liberada para tratar doença

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__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong

23/06/2014 – 08h
atualizado às 15h15

A Holanda precisava apenas de um empate, mas venceu o Chile por 2 a 0 na tarde desta segunda-feira, na Arena Corinthians, em São Paulo, e se garantiu como primeiro colocado do Grupo B. O jogo, no entanto, foi menos emocionante do que se previa. Sem contar com seus principais jogadores, Robin Van Persie e Arturo Vidal, ambas as seleções jogaram de forma mais defensiva que o habitual. O jogo só melhorou na etapa complementar e a Holanda garantiu o primeiro lugar com gols dos jovens Leroy Fer e Memphis Depay. Veja como é a situação da aids nesses países:

Holanda

Levando em conta infecções não diagnosticadas, o relatório mais recente do Unaids e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimaram que há 25 mil pessoas vivendo com o HIV na Holanda e menos de 200 morreram em decorrência de causas relacionadas à aids em 2011. A prevalência do vírus no país é de 0,2%.

Um relatório mais recente, do Stichting HIV Monitoring, fundação criada em 2011 para registrar e monitorar casos de HIV, revelou que, até dezembro de 2013, o país reportou ter um total cumulativo de 22.231 infectados, sendo 378 crianças ou adolescentes, o que significa um total de 1.214 novas infecções em relação ao ano anterior.

A porcentagem de homens é de 80% e de mulheres, 20%. Desde o início da epidemia, 5.732 (26%) pessoas desenvolveram a doença e 2.225 (10%) morreram. Cerca de 88% dos infectados estão em tratamento antirretroviral.

A forma mais comum de transmissão do HIV é via sexo. Entre os homens infectados, 72% são homossexuais. Na população heterossexual atingida, 88% são mulheres. Entre as crianças infectadas, a transmissão vertical é responsável por 69%. No entanto, o relatório destaca que apenas 33% dessas crianças nasceram na Holanda e 56% na África subsaariana.

Dados na Holanda indicam que a testagem para o HIV está crescendo. Isso graças ao esforço na comunicação sobre a doença e na manutenção do acesso fácil aos tratamentos, em especial para as populações mais vulneráveis. Os testes são realizados sistematicamente entre doadores de sangue, usuários de drogas injetáveis (UDI), pacientes de doenças sexualmente transmissíveis e candidatos a serem pais adotivos.

Maconha para doentes de aids

A Holanda tornou-se há dez anos o primeiro país do mundo a legalizar a venda de maconha em farmácias para doentes de aids, câncer e esclerose múltipla.
Os médicos passaram a receitar a erva, cujo uso já era permitido em locais determinados no país, para aliviar a dor, a náusea e a perda de apetite em portadores do HIV.

Sobre o país

A seleção da Holanda, que está jogando nessa sexta-feira (13) com a da Espanha, já disputou três finais de Copa do Mundo e nunca foi campeã. Ela desembarca no Brasil disposta a acabar com essa sina e é uma das mais cotadas ao título.

Com mais de 16,5 milhões de habitantes e 488 habitantes por km2, a Holanda é o país mais populoso da União Europeia e um dos mais populosos do planeta. Amsterdam é a capital, mas a sede do governo é Haia.

A água domina a paisagem holandesa. Três grandes rios europeus (Reno, Mosa e Escalda) chegam ao oceano através do país e criam um importante delta.

A Holanda tem a reputação de ser um país com estabilidade política e finanças sólidas. Também é conhecida por ter uma política social liberal e avançada. É uma das economias mais abertas do mundo e um dos cinco maiores exportadores. Três quartos da população profissional trabalham no setor terciário, um quarto no industrial e apenas 4% na agricultura.

Chile

Para uma população de aproximadamente 18 milhões de pessoas, o Chile tem uma prevalência de HIV entre os adultos de 0,4%.

Desde 1986, quando foi registrado o primeiro caso da doença no país, até hoje, notificou-se 39 mil pessoas portadoras HIV. Segundo o Unaids, a principal via de exposição ao vírus é sexual (99,2%), especialmente entre os homens que fazem sexo com homens (HSH).

Analisando os casos de HIV e aids por idade, as taxas mais elevadas estão na população de 20 a 29 anos com relação ao HIV e entre 30 a 39 anos entre os já doentes de aids.

Nos últimos cinco anos, as regiões de Arica e Parinacota, Tarapacá, Metropolitana e Antofagasta apresentaram as maiores taxas de casos de HIV (cerca de 44 por 100 mil habitantes). Nas regiões de Arica e Parinacota, Tarapacá, Valparaiso, Atacama e Metropolitana foram registradas as maiores taxas de aids (cerca de 28 por cem mil habitantes).

Entre 1990 e 2011, ainda segundo o Unaids, quase oito mil pessoas morreram em decorrência da aids no Chile. Em resumo, o HIV/aids no Chile é caracterizada como sexualmente transmissível, com predominância na população de adultos jovens e entre os homens, principalmente os gays. E, assim como no Brasil, o governo chileno oferece tratamento gratuito a todas as pessoas que vivem com HIV/aids.

Mais números

• Número de pessoas vivendo com HIV: 39 mil
• Índice de prevalência entre adultos de 15 a 49 anos: 0,4%
• Adultos com 15 anos ou mais vivendo com HIV: 39 mil
• Mulheres com 15 anos ou mais vivendo com HIV: 5.400

Sobre o país

O país está localizado ao longo da costa ocidental do cone sul da América do Sul, entre o segmento mais alto da Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. A língua oficial é o espanhol e a moeda, o peso chileno. A população é mestiça, mistura de europeus e indígenas, cujas tradições ainda são percebidas em algumas partes do país. O índice de alfabetismo é de 94%, sendo uma das mais altas taxas da América Latina. Aproximadamente 90% dos chilenos são católicos romanos.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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