__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
21/06/2014 – 18h
Nigéria venceu a Bósnia por 1 a 0 nesse sábado (21), em Cuiabá (MT), na Arena Pantanal, no jogo das 19h.Com a derrota, a Bósnia foi eliminada da Copa 2014, a primeira de que participa. A Nigéria, com quatro pontos, jogará por um empate para ter a classificação contra a Argentina na semana que vem.Foi também a primeira vitória de uma seleção africana sobre uma europeia nesse Mundial. Saiba como os países de ambas enfrentam a epidemia da aids.
Nigéria
O país africano é o terceiro no ranking mundial de casos relatados de HIV/aids, ficando atrás apenas da Índia e da África do Sul, com 3,5 milhões de pessoas infectadas de acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids)
O país é bastante populoso, com o maior número de habitantes da África Subsaariana, fazendo com que a representação do número de infecções pelo vírus na população em geral seja de 3,7%.
Estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas façam tratamento com antirretrovirais no país. Apenas no ano de 2011 foram 338.864 novos diagnósticos positivos para o vírus. Desde 2001 a taxa de incidência na população em geral vem diminuindo gradativamente: em 2001 chegou a 5,8%; em 2008 caiu para 4,6%; já em 2010 chegou em 4,1%, até ficar nos 3,7% em 2011.
Recentemente, o país tem visto um aumento da incidência entre profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens (HSH). As áreas urbanas da Nigéria têm maior prevalência dos casos notificados de HIV comparada às áreas rurais.
Mais números
• 80% das transmissões de HIV na Nigéria são por via sexual
• 10% dos casos vêm da transmissão vertical de mãe para filho na gravidez ou na amamentação
Bósnia.jpg)
Para uma população de cerca de 4 milhões de pessoas, a Bósnia e Herzegovina (BIH) pertence ao grupo de países que reportam uma relativamente baixa prevalência do HIV/aids. Entidades internacionais temem que o pequeno número de casos relatados esconda o fato de que muitos jovens tenham comportamento de risco, como uso de drogas injetáveis e prática de relações sexuais sem preservativo.
Há também insuficiência de dados da Vigilância Sanitária e o Unaids não tem registros da situação no país. A população na Bósnia e considerada altamente móvel, incluindo refugiados, deslocados internos, retornados, migrantes rurais-urbanas, os trabalhadores migrantes, as vítimas de tráfico e profissionais do sexo.
Estudos indicam que as taxas de infecção são mais altas entre 15 e 24 anos, com prevalência de 0,63% dos casos nessa faixa etária. O Unicef tem apoiado pesquisas entre os jovens a fim de obter uma compreensão dos comportamentos de risco e do nível de conhecimento sobre a transmissão do HIV /aids. O Conselho de Ministros do país, também com apoio do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (Pnud) e financiamento do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária criou um programa nacional de prevenção da doença, que vem atuando desde 2006. O país também conta com programas educacionais para reduzir o estigma relacionado à aids.
Mais números
17% de mulheres entre 15 e 49 anos relataram em estudo da Universidade da Califórnia, de 2012, que usaram preservativo na última relação sexual de risco
Entre os homens a taxa foi de 43,5%
Sobre o país
Formalmente, toda a região onde fica a Bósnia é conhecida como Bósnia e Herzegovina, pois não há fronteiras entre ambas as áreas, mas ela é mais conhecida pelo primeiro nome. A área da Bósnia é composta por aproximadamente 41.000 km ² e constitui cerca de 80% do território.
A seleção de futebol da Bósnia é muito nova, existe apenas desde 1993 e só foi filiada à Fifa em 1996. Em sua quinta tentativa de se classificar à Copa do Mundo, os bósnios conseguiram o objetivo agora em 2014, depois de baterem na trave em 2010 ao perderam para Portugal na repescagem.
Redação da Agência de Notícias da Aids


