Especial_COPA DO MUNDO: Na Costa Rica, 65% das pessoas com HIV estão em tratamento. Grécia usa força e repressão para controlar a doença, segundo Unaids

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29/06/2014 – 11h40
Atualizado às 20h

A seleção da Costa Rica venceu a da Grécia em mais um duelo sofrível das oitavas de final da Copa do Mundo. Nos pênaltis, o placar favorável para a Costa Rica foi de 5 a 3. No tempo regulamentar, o empate foi de 1 a 1. O jogo aconteceu às 17h (horário de Brasília), na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (Grande Recife). Agora, veja como os países dessas duas seleções que conquistaram o mundo atuam quando a aids é o assunto.

Costa Rica

Para um população de quase 5 milhões de habitantes, a Costa Rica tem prevalência de HIV de 0,3% entre os adultos de 15 a 49 anos de idade. A epidemia está concentrada entre populações vulneráveis, como a indígena migrante, os homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo e seus clientes. Os dados são do Unaids.

Um estudo realizado em 2010 constatou a prevalência de 10,9% de infecção por HIV entre HSH e de 11% entre as mulheres profissionais do sexo. Aproximadamente 65% das pessoas que vivem com HIV estão em tratamento. A taxa de transmissão do vírus de mãe para filho, durante a gravidez ou a amamentação, está abaixo de 2%.

Sobre o país

A Costa Rica é um país da América Central limitado a norte pela Nicarágua, a leste pelo mar do Caribe, a sudeste pelo Panamá e a oeste pelo Oceano Pacífico. É também costarriquenha a Ilha do Coco, no mesmo oceano. A capital é San José e a língua oficial, o castelhano. Lá, o futebol é um esporte tão popular quanto no Brasil.

Grécia

O aumento de 200% nos casos de HIV/aids na Grécia desde 2011 colocou o país no centro de uma imensa polêmica, no ano passado. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que metade das novas infecções era adquirida de propósito, com a população se autoinjetando para poder receber o seguro saúde do governo, de 700 euros (cerca de R$ 2.100). O mundo se indignou e a OMS pediu desculpas. Atribuiu a informação a um erro de edição e disse que apenas uns poucos gregos se autoinfectavam visando o benefício.

Vivendo uma grave crise econômica desde 2010, a Grécia enfrenta vários problemas e a área da saúde é uma das mais afetadas. Estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, de 2011, mostrou que o uso de drogas injetáveis é responsável por metade das infecções. A outra metade, indicou o estudo, estava ligada ao sexo inseguro e ao aumento da prostituição.

A política de enfrentamento da aids da Grécia passa bem longe de ser a recomendada.Também no ano passado, o Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) teve de interceder junto às autoridades, exigindo delas o respeito aos direitos humanos. Segundo denúncias, elas obrigavam as profissionais do sexo a fazerem o teste de HIV e as que apresentavam resultado positivo tinham o nome, a foto e o status sorológico revelados, como ficha criminal, na página da polícia na internet.

Mais números

• Habitantes: 11 milhões
• Taxa de infecção por HIV em 2003: 3,9 para 100 mil pessoas
• Taxa de infecção por HIV em 2012: 10,9 para 100 mil pessoas

Sobre o país

País dos grandes pensadores, grandes filósofos e grandes templos, a Grécia também tem praias belíssimas e é um dos destinos turísticos mais disputados do mundo.

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