Especial_COPA DO MUNDO: Holanda tem 25 mil vivendo com HIV/aids, numa população de 16,5 milhões. México registra 4,6 homens para cada mulher infectada

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29/06/2014 – 9h35

Outro grande jogo da Copa 2014 aconteceu neste domingo (29) com mais uma disputa das oitavas de final. Invictas, as seleções de Holanda e México, ambas em boa fase no campeonato, se enfrentaram, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), às 13h. A Holanda fez 2 a  1 no México e passou para as qaurtas de final. O México está fora, A Agência de Notícias da Aids segue com as reportagens mostrando como é o panorama da aids nos países que entram em campo.

Holanda

Levando em conta infecções não diagnosticadas, o relatório mais recente do Unaids e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimaram que há 25 mil pessoas vivendo com o HIV na Holanda e menos de 200 morreram em decorrência de causas relacionadas à aids em 2011. A prevalência do vírus no país é de 0,2%.

Um relatório mais recente, do Stichting HIV Monitoring, fundação criada em 2011 para registrar e monitorar casos de HIV, revelou que, até dezembro de 2013, o país reportou ter um total cumulativo de 22.231 infectados, sendo 378 crianças ou adolescentes, o que significa um total de 1.214 novas infecções em relação ao ano anterior.

A porcentagem de homens é de 80% e de mulheres, 20%. Desde o início da epidemia, 5.732 (26%) pessoas desenvolveram a doença e 2.225 (10%) morreram. Cerca de 88% dos infectados estão em tratamento antirretroviral.

A forma mais comum de transmissão do HIV é via sexo. Entre os homens infectados, 72% são homossexuais. Na população heterossexual atingida, 88% são mulheres. Entre as crianças infectadas, a transmissão vertical é responsável por 69%. No entanto, o relatório destaca que apenas 33% dessas crianças nasceram na Holanda e 56% na África subsaariana.

Dados na Holanda indicam que a testagem para o HIV está crescendo. Isso graças ao esforço na comunicação sobre a doença e na manutenção do acesso fácil aos tratamentos, em especial para as populações mais vulneráveis. Os testes são realizados sistematicamente entre doadores de sangue, usuários de drogas injetáveis (UDI), pacientes de doenças sexualmente transmissíveis e candidatos a serem pais adotivos.

Maconha para doentes de aids

A Holanda tornou-se há dez anos o primeiro país do mundo a legalizar a venda de maconha em farmácias para doentes de aids, câncer e esclerose múltipla.
Os médicos passaram a receitar a erva, cujo uso já era permitido em locais determinados no país, para aliviar a dor, a náusea e a perda de apetite em portadores do HIV.

Sobre o país

A seleção da Holanda, que está jogando nessa sexta-feira (13) com a da Espanha, já disputou três finais de Copa do Mundo e nunca foi campeã. Ela desembarca no Brasil disposta a acabar com essa sina e é uma das mais cotadas ao título.

Com mais de 16,5 milhões de habitantes e 488 habitantes por km2, a Holanda é o país mais populoso da União Europeia e um dos mais populosos do planeta. Amsterdam é a capital, mas a sede do governo é Haia.

A água domina a paisagem holandesa. Três grandes rios europeus (Reno, Mosa e Escalda) chegam ao oceano através do país e criam um importante delta.
A Holanda tem a reputação de ser um país com estabilidade política e finanças sólidas. Também é conhecida por ter uma política social liberal e avançada. É uma das economias mais abertas do mundo e um dos cinco maiores exportadores. Três quartos da população profissional trabalham no setor terciário, um quarto no industrial e apenas 4% na agricultura.

México

No México, cerca de 170 mil pessoas vivem com HIV numa população estimada em 120,8 milhões de pessoas. Segundo estimativas do Programa Conjunto das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids), desse total, 82% são do sexo masculino — para cada mulher há 4,6 homens vivendo com o vírus, no país.

A epidemia do HIV é classificada como concentrada, uma vez que não avançou na população em geral, mas se mantém em populações específicas, como nos homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas injetáveis (UDI), homens profissionais do sexo e, em menor escala, mulheres profissionais do sexo e população carcerária.

A forma de transmissão em 90% dos casos é por via sexual, principalmente entre os homens com mais de 15 anos. Nos primeiros anos da epidemia, os homens homossexuais e bissexuais representavam mais de 90% do total de casos registrados. Segundo o relatório, eles hoje são, aproximadamente, 50% do total. A transmissão vertical (TV, infecção da mãe para o filho na gravidez, no parto ou na amamentação) apresenta uma porcentagem baixíssima.

A prevalência do vírus na população adulta (entre 15 e 49 anos) é de 0,24%, sendo superior a 5% entre HSH, UDI e homens profissionais do sexo. Em relação à idade, o grupo de 30 a 34 anos tem a maior porcentagem de casos diagnosticados (19,8%), seguido do grupo de 25 a 29 anos (18,2%) e do grupo de 35 a 39 anos (16,4%).

Os primeiros casos de aids no México foram registrados em 1983, ano em que pouco se conhecia da infecção e não existiam manuais padronizados para confirmar a identificação dos casos. Só a partir de 2003, os mexicanos passaram a ter acesso universal ao tratamento antirretroviral.

Nos últimos anos, o esforço do país em relação à oferta de remédios e à atenção integral, combinado com estratégias preventivas e de combate ao estigma, à discriminação e à homofobia, começou a render frutos. A mortalidade associada à aids caiu de 4,9 mortes a cada cem mil pessoas para 4,5.

Em relação à prevenção, as primeiras ações foram dirigidas ao controle da transmissão por transfusão de sangue e à prevenção junto às mulheres profissionais do sexo. Paulatinamente e, diante das evidências da concentração da transmissão entre os HSH, assim como o importante crescimento da epidemia em UDI, a estratégia foi reformulada para alcançar também esses grupos.

Sobre o país

O México tem uma população estimada de 120,8 milhões de pessoas. É um país predominantemente católico e uma das maiores economias do mundo, sendo uma potência regional. Desde 1994, é o primeiro país latino-americano membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Tem renda média alta consolidada, ocupando o 61º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países.

O país ainda ocupa o quinta posição no mundo e a primeira das Américas em número de Patrimônios Mundiais da Unesco, com 31 lugares que receberam esse título e, em 2007, foi o 10º mais visitado do mundo, com 21,4 milhões de turistas internacionais.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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