__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
24/06/2014 – 14h15
atualizado às 19h
Eles fizeram a pior campanha da Copa de 1994. Doze anos depois, na Alemanha, conseguiram apenas uma vitória. E agora, no Brasil, na terceira participação em Copas, os gregos finalmente vão jogar as oitavas de final. A vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim em Fortaleza parecia impossível no começo. Um pênalti polêmico aos 47min do segundo tempo, convertido por Samaras, garantiu a vitória. Empurrada por torcedores fantasiados de deuses do Olimpo na arquibancada, a seleção da Grécia chegou à vitória de que precisava e contou com a vitória da Colômbia sobre o Japão para chegar à segunda posição do grupo D. Enfrentarão a Costa Rica, domingo, na Arena Pernambuco. A Costa do Marfim, também em sua terceira participação em Copas, volta para casa. Conheça, agora, como os países de ambas agem no campo da aids:
Grécia
O aumento de 200% nos casos de HIV/aids na Grécia desde 2011 colocou o país no centro de uma imensa polêmica, no ano passado. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que metade das novas infecções era adquirida de propósito, com a população se autoinjetando para poder receber o seguro saúde do governo, de 700 euros (cerca de R$ 2.100). O mundo se indignou e a OMS pediu desculpas. Atribuiu a informação a um erro de edição e disse que apenas uns poucos gregos se autoinfectavam visando o benefício.
Vivendo uma grave crise econômica desde 2010, a Grécia enfrenta vários problemas e a área da saúde é uma das mais afetadas. Estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, de 2011, mostrou que o uso de drogas injetáveis é responsável por metade das infecções. A outra metade, indicou o estudo, estava ligada ao sexo inseguro e ao aumento da prostituição.
A política de enfrentamento da aids da Grécia passa bem longe de ser a recomendada.Também no ano passado, o Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) teve de interceder junto às autoridades, exigindo delas o respeito aos direitos humanos. Segundo denúncias, elas obrigavam as profissionais do sexo a fazerem o teste de HIV e as que apresentavam resultado positivo tinham o nome, a foto e o status sorológico revelados, como ficha criminal, na página da polícia na internet.
Mais números
• Habitantes: 11 milhões
• Taxa de infecção por HIV em 2003: 3,9 para 100 mil pessoas
• Taxa de infecção por HIV em 2012: 10,9 para 100 mil pessoas
Sobre o país
País dos grandes pensadores, grandes filósofos e grandes templos, a Grécia também tem praias belíssimas e é um dos destinos turísticos mais disputados do mundo.
Costa do Marfim
Com uma população estimada em cerca de 20 milhões de habitantes, Costa do Marfim tem 450 mil pessoas vivendo com HIV/aids, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). Desses, 220 mil são mulheres com mais de 15 anos e 63 mil, crianças com idade entre 0 e 14 anos.
Os primeiros casos de aids no país foram registrados em 1985. A epidemia afeta toda a Costa do Marfim; no entanto, a prevalência é maior nas áreas urbanas (4%), do que nas rurais (3%). No geral, a prevalência é de 3,7%, de acordo com o Unaids. O país registrou cerca de 110 mil pessoas em tratamento até o fim de 2012. Neste mesmo ano, 31 mil pessoas morreram em decorrência da aids e 32 mil novas infecções foram registradas.
Quando comparados os números entre homens e mulheres, é possível verificar uma taxa de prevalência mais alta em mulheres, com 4,6%, contra 2,7% em homens. Além disso, o índice de transmissão vertical (de mãe para filho) é de até 90%.
Mais números
• Mortes por aids: 31 mil
• Órfãos em decorrência da aids com idades entre 0 e 17 : 380 mil
Sobre o país
A Costa do Marfim tem uma população majoritariamente rural (60%), sendo metade das pessoas (51%), analfabeta. Cerca de 45% vivem abaixo da linha da pobreza. O país ocupa o 163º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países e engloba três aspectos: riqueza, educação e expectativa média de vida.
Redação da Agência de Notícias da Aids


