30/06/2014 – 10h45
Concorrentes que não tinham o status de candidatos ao título no início da Copa do Mundo, França e Nigéria jogaram nesta segunda-feira (30), às 13 h no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A seleção da França venceu por 2 a 1 e foi para as quartas de final. Veja, a seguir, como é o cenário da aids na França e na Nigéria
França
Cerca de 6.400 foram diagnosticadas portadores do HIV em 2012 na França, um número que segue estável desde 2007. Pessoas com menos de 25 anos representam 12% dos novos diagnósticos em 2012 e os com 50 anos ou mais, 18%.
De todos os diagnósticos em 2012, cerca de 2.650 foram em Homens que Fazem Sexo com Homens (HSH), o que representa 42% dos casos neste ano. Os dados são do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids).
Ainda segundo o órgão das Nações Unidas, na população heterossexual, cerca de 3.500 pessoas receberam o resultado positivo para o HIV, o que representa 56% das descobertas. Ainda na população heterossexual, do total de infecções, 2.400 são em estrangeiros, basicamente em pessoas nascidas na África Subsaariana (77%) e mulheres (60%). Dos casos em franceses, 59% são em homens.
Em 2012, 5% dos diagnósticos foram descobertos num estágio inicial da infecção primária, 65%, na fase assintomática, 14% em fase inicial de aids e 16% numa fase mais evoluída.
Com relação aos usuários de drogas, o número é baixo: 80 casos, ou seja, 1% de todos os diagnósticos em 2012. A maioria deles em homens (90%).
Em 2013, o presidente da organização não governamental francesa Aides, Jean-Marie Le Gall, apresentou resultados preliminares de estudo que testou 20 mil pessoas para o HIV, na França. Entre os HSH brancos, 1,73% dos resultados foram positivos.
Já na população de gays que vivem em comunidades de imigrantes, a prevalência foi quase o dobro: 3,47%. Entre os imigrantes heterossexuais, a proporção de casos positivos encontrados foi de 0,8%, sendo 1,01% em mulheres e 0,73% entre homens.
Para Le Galll, o resultado comprovou que os imigrantes estão mais vulneráveis ao vírus da aids. “São pessoas que sofrem maior estigma e, consequentemente, têm menos acesso aos serviços de saúde e à testagem.”
Mais números
Habitantes: 66 milhões
Pessoas vivendo com HIV/aids: cerca de 160 mil
Taxa de prevalência em adultos maiores de 15 anos: 0,3% – 0,4%
Mulheres maiores de 15 vivendo com HIV: de 38 a 59 mil
Sobre o país
A França está entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Na Europa, ocupa o terceiro lugar entre as economias do continente, superada somente pela Alemanha e pelo Reino Unido. A população francesa tem uma boa qualidade de vida, apresenta bons indicadores sociais. Além disso, a renda per capita é uma das melhores do mundo. A constituição francesa concede o direito de culto no país, onde as religiões são divididas entre: catolicismo (maioria), agnosticismo, ateísmo, islamismo, protestantismo e judaísmo.
Nigéria
O país africano é o terceiro no ranking mundial de casos relatados de HIV/aids, ficando atrás apenas da Índia e da África do Sul, com 3,5 milhões de pessoas infectadas de acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids)
O país é bastante populoso, com o maior número de habitantes da África Subsaariana, fazendo com que a representação do número de infecções pelo vírus na população em geral seja de 3,7%.
Estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas façam tratamento com antirretrovirais no país. Apenas no ano de 2011 foram 338.864 novos diagnósticos positivos para o vírus. Desde 2001 a taxa de incidência na população em geral vem diminuindo gradativamente: em 2001 chegou a 5,8%; em 2008 caiu para 4,6%; já em 2010 chegou em 4,1%, até ficar nos 3,7% em 2011.
Recentemente, o país tem visto um aumento da incidência entre profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens (HSH). As áreas urbanas da Nigéria têm maior prevalência dos casos notificados de HIV comparada às áreas rurais.
Mais números
• 80% das transmissões de HIV na Nigéria são por via sexual
• 10% dos casos vêm da transmissão vertical de mãe para filho na gravidez ou na amamentação
Redação da Agência de Notícias da Aids



