__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
18/06/2014 – 13h10
atualizada em 18/06/2014 – 18h
O Chile venceu a Espanha por 2 a 0, nesta quarta-feira (18), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em jogo válido pela segunda rodada do grupo B da Copa do Mundo de futebol. O resultado eliminou a atual campeã do Mundial logo na primeira fase. Com a vitória, o Chile está com seis pontos e classificado para as oitavas de final, junto com a Holanda. Na última rodada, chilenos e holandeses irão disputar a liderança geral da chave na próxima segunda-feira (23), às 13h, na Arena Corinthians, em São Paulo.
Espanha
Primeira seleção do ranking da Fifa, a Espanha já participou 13 vezes da Copa do Mundo e levou um título. De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), aproximadamente 150 mil adultos vivem com HIV/aids no país.
Como no Brasil, na Espanha os medicamentos antirretrovirais são distribuídos gratuitamente desde 1996 pelo governo. E também como no Brasil, naquele país a lipodistrofia (acúmulo ou perda de gordura corporal que acomete as pessoas em tratamento) tem se tornado um grande desafio para o enfrentamento do estigma.
Uma pesquisa no país, em 2000, mostrou que 24% dos soropositivos já sofreram discriminação no trabalho. Desses, 16% atribuíram o fato à lipodistrofia. A pesquisa envolveu 706 pessoas.
Nos próximos 25 anos, especialistas prevêem que a Espanha poderá ter 100 mil novas infecções por HIV, mesmo que a informação sobre a aids seja acessível a todos os habitantes. Isso porque, segundo eles, uma margem de 35% a 50% das pessoas com o vírus hoje não sabem da sorologia e podem infectar outras.
Mais números
• Habitantes: 47 milhões
• Pessoas vivendo com HIV/aids: de 140 a 170 mil
• Porcentagem de pessoas que não sabem que têm HIV: 30%
• Porcentagem de homens infectados: 80%
Chile
Para uma população de aproximadamente 18 milhões de pessoas, o Chile tem uma prevalência de HIV entre os adultos de 0,4%.
Desde 1986, quando foi registrado o primeiro caso da doença no país, até hoje, notificou-se 39 mil pessoas portadoras HIV. Segundo o Unaids, a principal via de exposição ao vírus é sexual (99,2%), especialmente entre os homens que fazem sexo com homens (HSH).
Analisando os casos de HIV e aids por idade, as taxas mais elevadas estão na população de 20 a 29 anos com relação ao HIV e entre 30 a 39 anos entre os já doentes de aids.
Nos últimos cinco anos, as regiões de Arica e Parinacota, Tarapacá, Metropolitana e Antofagasta apresentaram as maiores taxas de casos de HIV (cerca de 44 por 100 mil habitantes). Nas regiões de Arica e Parinacota, Tarapacá, Valparaiso, Atacama e Metropolitana foram registradas as maiores taxas de aids (cerca de 28 por cem mil habitantes).
Entre 1990 e 2011, ainda segundo o Unaids, quase oito mil pessoas morreram em decorrência da aids no Chile. Em resumo, o HIV/aids no Chile é caracterizada como sexualmente transmissível, com predominância na população de adultos jovens e entre os homens, principalmente os gays. E, assim como no Brasil, o governo chileno oferece tratamento gratuito a todas as pessoas que vivem com HIV/aids.
Mais números
• Número de pessoas vivendo com HIV: 39 mil
• Índice de prevalência entre adultos de 15 a 49 anos: 0,4%
• Adultos com 15 anos ou mais vivendo com HIV: 39 mil
• Mulheres com 15 anos ou mais vivendo com HIV: 5.400
Sobre o país
O país está localizado ao longo da costa ocidental do cone sul da América do Sul, entre o segmento mais alto da Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. A língua oficial é o espanhol e a moeda, o peso chileno. A população é mestiça, mistura de europeus e indígenas, cujas tradições ainda são percebidas em algumas partes do país. O índice de alfabetismo é de 94%, sendo uma das mais altas taxas da América Latina. Aproximadamente 90% dos chilenos são católicos romanos.
Redação da Agência de Notícias da Aids



