Especial_COPA DO MUNDO: Coreia do Sul é conhecida por camuflar dados sobre HIV/aids. Bélgica cria plano para combater mil novas infecções ao ano

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

26/06/2014 – 13h30

atualizado às 19h

Nesta quinta-feira (26), a Bélgica venceu a Coreia do Sul, em São Paulo, e atingiu os 100% de aproveitamento na primeira fase da Copa do Mundo. O gol dos belgas foi marcado por Verthonghen. Nas oitavas, a Bélgica enfrenta os Estados Unidos, enquanto a Argélia terá pela frente a Alemanha. Saiba como os dois países tratam a aids em seus territórios.

Coreia do Sul

Numa das raras vezes em que uma notícia sobre aids ultrapassou a fronteira da região da República Democrática Popular da Coreia, a agência de notícias sul-coreana Yonhap divulgou uma entrevista com o diretor do Centro de Higiene e Combate às Epidemias da Coreia do Norte, Han Kyong Ho. “Havia 27 estrangeiros com análise positiva em seus exames e eles foram enviados a seus países”, afirmou Han.

De acordo com Han, a Coreia do Sul aplicou, de 1989 a 2005, o teste de HIV em mais de 400 mil pessoas, mas apenas esses estrangeiros receberam resultados positivos.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), a Coreia do Sul tem aproximadamente 13 mil pessoas infectadas, o que dá uma média de 0.1%. Dados de 2007 mostram, entretanto, que a cobertura do tratamento antirretroviral e da prevenção da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê) estava em pouco mais de 30%. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde do país, 98,4% das infecções são por contato sexual.

País socialista e unipartidário, a República Democrática Popular da Coreia, cuja capital é Pyongyang, vive numa severa ditadura. Há quase cinco anos, Choe Ung-Jun, funcionário do Ministério da Saúde, disse ao “Korea Today”, publicação em inglês na internet, que não havia soropositivos na região.

“Porém, pratica-se a prevenção e a vigilância com o objetivo de impedir seu infiltramento”, argumentou Choe. Ele disse também que o país começava uma campanha de informação e outra de formação de especialistas em aids.

Sobre o país

A história recente do país tem sido sofrida. A Coreia foi dividida em dois países logo após a 2ª Guerra Mundial como uma consequência da Guerra Fria. Antes disso, porém, o país foi ocupado pelo Japão entre 1910 e 1945.

Em junho de 1950, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul numa tentativa de unificação do regime comunista. O conflito armado durou três anos e culminou com a vitória sul-coreana.

A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há uma grande tensão entre as duas Coreias.

Na Coreia do Sul, capitalista e cuja capital é Seoul, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2007 mostrou ser elevado ( 0.93) e a população atual chega a quase 50 milhões de habitantes

A Coreia do Norte tem uma população estimada em 24 milhões de pessoas. O IDH feito pelas Nações Unidas em 1998 colocou o País num patamar médio, de 0.76.

Bélgica

Na Bélgica, a presença de casos de HIV/aids entre adultos, de 15 a 49 anos, é de 0,2%, ou seja, em torno de 20 mil belgas vivem com a doença no pais. A taxa entre homens que fazem sexo com homens (HSH) é de 40% dos casos novos.

Recentemente, a Bélgica deu um passo à frente na sua resposta à aids com o lançamento de seu primeiro Plano Estratégico Nacional para o HIV. A própria Rainha Matilde acompanhou sua formulação e o lançamento. O planejamento 2014-2019 tem três pilares centrais: prevenção do HIV, testes e tratamento e cuidado e apoio. O plano aborda um contexto no qual mais de mil novas infecções por HIV estão sendo relatados a cada ano. E prioriza as populações mais afetadas, incluindo homens que fazem sexo com homens (HSH) e trabalhadores migrantes. Apesar de o número de pessoas que vivem com HIV na Bélgica ser considerado baixo, a taxa de novas infecções não tem diminuído nos últimos anos.

Como membro do Conselho de Coordenação do Programa das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids), no início desse ano a Bélgica renovou seu compromisso financeiro para apoiar os esforços no sentido de ajudar os países a atingir suas metas de HIV. Essa contribuição, de 14,52 milhões de euros, colocou a Bélgica no top 10 doadores do Unaids.

Mais números

• População: 10,7 milhões de habitantes.
• 17,20% da população têm 65 anos ou mais
• 80% das pessoas com mais de 65 anos têm uma doença crônica
• 85% daqueles com mais de 75 anos sofrem de três doenças crônicas.

Sobre o país

Nos pouco mais de 30 mil quilômetros quadrados do reino da Bélgica vivem mais de 10 milhões de súditos de sua majestade o Rei Philipe. Conhecido pela alta qualidade de vida e por teu um dos melhores sistemas de saúde do mundo, o pais possui expectativa de vida de 80 anos. O setor dos cuidados em saúde representava 10,9% do PIB. Desse total, 70% são pagos pelo poder público e 30%, por contribuição direta do usuário.

Cerca de 5% a 10% da população consome 50% a 65% do total do orçamento, sendo que grande parte dessa quantia se dá em função do tratamento de doenças crônicas.

O país também tem uma política liberal em relação a costumes e a direitos humanos. Foi o segundo no mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2003, e a adoção de tais casamentos em 2006. Desde 2001, o governo da Bélgica decidiu descriminalizar o consumo pessoal e a posse de pequena quantidade de maconha e a legislação em relação ao aborto permite a interrupção voluntária da gravidez até 12 semanas de gestação.

A Bélgica fica na Europa Ocidental e hospeda em seu território a sede da União Europeia . As duas maiores regiões da Bélgica são a de língua holandesa, na região dos Flandes ao norte, onde vivem 59% da população e a Frances, ao sul, habitada por 31% dos belgas. A região de Bruxelas é oficialmente bilíngüe.

Redação da Agência de Notícias da Aids

Apoios