__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong
16/06/2014 – 21h21
Apontada como umas das seleções que podem surpreender na Copa, depois de passar invicta pelas eliminatórias europeias, a Bélgica teve dificuldades, mas conseguiu superar a Argélia na estreia das duas seleções, hoje (17), no Estádio Mineirão. Depois de 12 anos fora dos mundiais, a Bélgica venceu os africanos por 2 a 1, no penúltimo jogo da primeira rodada. Veja como é o cenário da aids nesses dois países:
Bélgica
Na Bélgica, a presença de casos de HIV/aids entre adultos, de 15 a 49 anos, é de 0,2%, ou seja, em torno de 20 mil belgas vivem com a doença no pais. A taxa entre homens que fazem sexo com homens (HSH) é de 40% dos casos novos.
Recentemente, a Bélgica deu um passo à frente na sua resposta à aids com o lançamento de seu primeiro Plano Estratégico Nacional para o HIV. A própria Rainha Matilde acompanhou sua formulação e o lançamento. O planejamento 2014-2019 tem três pilares centrais: prevenção do HIV, testes e tratamento e cuidado e apoio.
O plano aborda um contexto no qual mais de mil novas infecções por HIV estão sendo relatados a cada ano. E prioriza as populações mais afetadas, incluindo homens que fazem sexo com homens (HSH) e trabalhadores migrantes. Apesar de o número de pessoas que vivem com HIV na Bélgica ser considerado baixo, a taxa de novas infecções não tem diminuído nos últimos anos.
Como membro do Conselho de Coordenação do Programa das Nações Unidas Para o HIV/Aids (Unaids), no início desse ano a Bélgica renovou seu compromisso financeiro para apoiar os esforços no sentido de ajudar os países a atingir suas metas de HIV. Essa contribuição, de 14,52 milhões de euros, colocou a Bélgica no top 10 doadores do Unaids.
Mais números
•População: 10,7 milhões de habitantes.
•17,20% da população têm 65 anos ou mais
• 80% das pessoas com mais de 65 anos têm uma doença crônica
• 85% daqueles com mais de 75 anos sofrem de três doenças crônicas.
Sobre o país
Nos pouco mais de 30 mil quilômetros quadrados do reino da Bélgica vivem mais de 10 milhões de súditos de sua majestade o Rei Philipe. Conhecido pela alta qualidade de vida e por teu um dos melhores sistemas de saúde do mundo, o pais possui expectativa de vida de 80 anos. O setor dos cuidados em saúde representava 10,9% do PIB. Desse total, 70% são pagos pelo poder público e 30%, por contribuição direta do usuário.
Cerca de 5% a 10% da população consome 50% a 65% do total do orçamento, sendo que grande parte dessa quantia se dá em função do tratamento de doenças
crônicas.
O país também tem uma política liberal em relação a costumes e a direitos humanos. Foi o segundo no mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2003, e a adoção de tais casamentos em 2006. Desde 2001, o governo da Bélgica decidiu descriminalizar o consumo pessoal e a posse de pequena quantidade de maconha e a legislação em relação ao aborto permite a interrupção voluntária da gravidez até 12 semanas de gestação.
A Bélgica fica na Europa Ocidental e hospeda em seu território a sede da União Europeia . As duas maiores regiões da Bélgica são a de língua holandesa, na região dos Flandes ao norte, onde vivem 59% da população e a Frances, ao sul, habitada por 31% dos belgas. A região de Bruxelas é oficialmente bilíngüe.
Argélia
A Argélia tem número insuficiente de médicos (um para 1000 pessoas) e de leitos hospitalares (2,1 para 1000 pessoas). É de difícil acesso para a água para 87% da população e para saneamento (92%).
Segundo o Banco Mundial, a Argélia está fazendo progressos em direção a sua meta de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso sustentável à água potável e ao saneamento básico até 2015. Em consonância com essa política, o governo mantém um programa de imunização. No entanto, a falta de saneamento e água suja ainda causam tuberculose, hepatite, sarampo, febre tifóide, cólera e disenteria.
Em 2013, cerca de 0,10% da população com idades entre os 15 e 49 anos estava vivendo com HIV/aids. No entanto, os baixos números muitas vezes ocultam problemas, como o elevado nível de contaminação em determinados grupos sociais.
No sul da Argélia, estudos locais indicam que por volta de 1% das mulheres grávidas que recorrem aos pré-natais estão infectadas pelo HIV.
Mais números
•Taxa de mortalidade infantil: 31,1 por mil
•Expectativa de vida: 72 anos
•População: 33 milhões de pessoas
Sobre o país
Os pobres geralmente recebem cuidados de saúde gratuitos na Argélia, enquanto os ricos pagam para os cuidados de acordo com uma escala móvel. O acesso aos cuidados de saúde é reforçado pela exigência de que os médicos e dentistas trabalhem na saúde pública, pelo menos, cinco anos. No entanto, os médicos são mais facilmente encontrados nas cidades do norte do que no sul, a região do deserto.
Na ponta norte do mapa da África e livre do status de colônia francesa desde 1962, a Argélia é um país montanhoso e seco, com parte sujeita a terremotos, onde sopra um vento quente e carregado de pó e areia, especialmente comum no verão, chamado siroco.
A Argélia obteve a independência do governo francês em 1962. Desde então, o principal partido político do país, a Frente Nacional de Libertação (FLN), dominou a política apesar de alguma dissidência. Isso levou à intensa guerra civil, de 1992 a 1998. Em 1999, Abdelaziz Bouteflika se tornou presidente e foi reeleito em 2004 e continua até os dias atuais.
Dos milhões de colonos franceses que viviam na Argélia antes da independência, há agora 576 mil. A adição de todos os europeus e seus descendentes é estimada por formar 18% da população da Argélia.
Em muitos lares argelinos, há pelo menos duas televisões, uma para mulheres e menores (com canais que transmitem a sua produção em árabe), e um para os homens adultos (com canais em francês). A língua dentro do governo argelino e na política é o árabe. A maioria que usa a linguagem para o comércio e a cultura usa o francês.
Redação da Agência de Notícias da Aids



