Especial_ COPA DO MUNDO: Na Costa Rica, 65% dos infectados por HIV estão em tratamento. Diagnóstico tardio é problema na Inglaterra

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__ Arte: Rubens Dultra e Silva /Barong

24/06/2014 – 10h15

Antes do início da Copa do Mundo, havia a certeza de que a Inglaterra era uma das potências e a Costa Rica faria figuração num Grupo D que conta com três campeões mundiais. Mas no jogo desta terça-feira, às 13h (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), a realidade é bem diferente. A seleção da América Central está classificada para as oitavas de final por antecipação e a da Inglaterra apenas cumpre tabela, pois já está eliminada após duas derrotas. Relembre, agora, como é o cenário da aids no território dos dois times.

Costa Rica

Para um população de quase 5 milhões de habitantes, a Costa Rica tem prevalência de HIV de 0,3% entre os adultos de 15 a 49 anos de idade. A epidemia está concentrada entre populações vulneráveis, como a indígena migrante, os homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo e seus clientes. Os dados são do Unaids.

Um estudo realizado em 2010 constatou a prevalência de 10,9% de infecção por HIV entre HSH e de 11% entre as mulheres profissionais do sexo. Aproximadamente 65% das pessoas que vivem com HIV estão em tratamento. A taxa de transmissão do vírus de mãe para filho, durante a gravidez ou a amamentação, está abaixo de 2%.

Sobre o país

A Costa Rica é um país da América Central limitado a norte pela Nicarágua, a leste pelo mar do Caribe, a sudeste pelo Panamá e a oeste pelo Oceano Pacífico. É também costarriquenha a Ilha do Coco, no mesmo oceano. A capital é San José e a língua oficial, o castelhano. Lá, o futebol é um esporte tão popular quanto no Brasil.

O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) não computa os dados da Inglaterra separadamente, mas do Reino Unido formado por, além da Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte. São 98.400 pessoas vivendo com HIV/aids. Cerca de um em cada cinco desconhece que tem o vírus. A prevalência do HIV é de 1,5 por mil habitantes (1,0 em mulheres e 2,1 em homens).

Durante a última década, o número de pessoas vivendo com HIV/aids tem aumentado, segundo o Unaids porque as pessoas infectadas estão vivendo mais, mas também continua elevado o número de novas infecções.

A epidemia é em grande parte concentrada entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Os novos casos nessa população são responsáveis por 51% (3.250) dos diagnósticos de 2012, o maior número já registrado.

Londres teve o maior número de novos diagnósticos (1.450), seguida pelas regiões norte da Inglaterra (470), sul da Inglaterra (410) e Midlands e leste de Inglaterra (370). Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte tiveram, respectivamente, 140, 50 e 60 diagnósticos.

A média de idade no momento do diagnóstico entre os HSH foi de 34 anos e um em cada nove foi diagnosticado com a idade de 50 anos ou mais.

Desde 2012, estrangeiros infectados com o HIV que vivem há mais de seis meses no Reino Unido podem receber tratamento gratuito contra o vírus pelo Sistema Nacional de Saúde inglês.

O tratamento contra a infecção pelo HIV era o único que o sistema de saúde não contemplava para os estrangeiros, que tinham de pagar pelos antirretrovirais.
Segundo os responsáveis por essa medida, ela tem duplo benefício: evita que os estrangeiros acabem nos hospitais ingleses devido a complicações causadas pela aids, cujo custo do tratamento é muito alto e diminui em muito as probabilidades de terceiros serem infectados pelo vírus.

Mais números

• 490 pessoas morreram em decorrência do HIV no Reino Unido em 2012

• A população da Inglaterra é de 53 milhões de habitantes, a maior do Reino Unido.

• 81% das duas mil mortes relacionadas à aids na Inglaterra e no País de Gales foram atribuídas ao diagnóstico tardio.

Sobre o país

A população da Inglaterra é uma das mais heterogêneas do mundo. Os primeiros ingleses, no entanto, nasceram da união de povos como anglos, saxões, bretões e frísios, entre outros.

A Inglaterra corresponde à maior parte do Reino Unido. Fica ao leste do País de Gales e sul da Escócia.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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