05/02/2007 – 16h20
Crédito: Agência EFE
Em entrevista a agência de notícias espanhola EFE (leia a matéria em espanhol na íntegra), a soropositiva brasileira Valéria Piassa Polizzi disse que é “erro associar a Aids com a morte.” A escritora, contudo, ressaltou que há muita “desinformação” sobre o assunto, principalmente entre os jovens.
Polizzi, que se infectou aos 16 anos (em sua primeira relação sexual), fez um giro pelo México, onde, além de divulgar o seu livro (“Depois Daquela Viagem”), ela também deu palestras sobre a pandemia provocada pelo vírus HIV.
O seu livro, no México intitulado “¿Por qué a mí?” (“Porque comigo?”, tradução livre), está em quarto na lista dos mais vendidos (veja a lista completa). No Brasil, a obra na qual Polizzi narra como se infectou e descobriu-se portadora do vírus da Aids já vendeu cerca de 250 mil exemplares.
“Há muita desinformação e isso deve acabar, se deve acreditar nas campanhas de prevenção”, avalia Valéria Polizzi, hoje com 35 anos. De acordo com escritora, em entrevista concedida a EFE e publicada no site Yahoo!, no México não se conhece nenhuma pessoa pública que tenha a enfermidade, por isso, não haveria “uma idéia clara do que é a doença”.
Perto de se formar em jornalismo, a escritora e ativista fez questão de lembrar que, apesar da Aids, é possível “ter uma vida normal, trabalhar, estudar, sonhar, ter filhos”. Na mesma matéria, a ativista explicou que o Brasil é um dos poucos países da “região” que disponibilizam os medicamentos anti-retrovirais gratuitamente. Valéria Polizzi está casada e, há nove anos, mantêm sua carga viral sob controle.
Fontes: EFE, Yahoo! e Terra Internacional


