Equipe da Secretaria de Segurança de SP aprende práticas de sexo seguro na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho

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07/11/2014 – 20h10 

Os funcionários da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo receberam na tarde desta sexta-feira (7)  dicas sobre prevenção ao HIV/aids. A militante Nair Brito se uniu a jornalista e diretora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli e ao psicólogo Luiz Fábio Deus, para tirar as dúvidas da equipe sobre uso correto de preservativo, formas de transmissão do HIV, a importância da informação como prevenção, entre outros. A atividade integra a Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) da Secretaria.

A palestra começou com a exibição do documentário  "Flores Vermelhas", que marca os 13 anos do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas. O curta traz depoimentos de 17 mulheres que vivem com o vírus HIV. Depois, foi organizada uma espécie de mesa redonda e  cada participante contou um pouco sobre sua história com aids e o bate-papo se estendeu para a plateia.

Roseli Tardelli apresentou o trabalho desta agência e destacou a importância da comunicação e da informação no combate à doença. “A informação é um ótimo aliado na luta contra o preconceito”, reforçou Tardelli.

A jornalista lembrou que o sexo desprotegido é o responsável pelo principal meio de transmissão do HIV. “É preciso usar camisinha até nas relações estáveis. Não está estampado na testa que a pessoa é portadora do HIV”, comentou.

Já Nair Brito falou sobre o quanto é difícil viver com HIV. "Não queiram se infectar, hoje eu tomo 12 comprimidos ao dia. Claro que é possível se tratar e viver com HIV, mas só meus amigos sabem o quanto eu sofro", disse. "A minha dica é para que todos façam o teste de HIV. Todos precisam saber sua sorologia e se prevenir."

O psicólogo chamou atenção da plateia para as formas de transmissão. "As pessoas não pegam HIV pelo ar, elas precisam conversar sobre sexo seguro. Temos que pensar o porquê que não estamos usando camisinha", questionou o especialista.

No bate-papo a galera quis saber se é preciso usar preservativo também no sexo oral. Outra dúvida foi sobre qual é o momento ideal para fazer o exame. Surgiu ainda uma pergunta sobre como é a vida sexual depois do diagnóstico positivo para o HIV.

Luís Fábio enfatizou mais uma vez a importância da camisinha e disse que o ideal é que todas as pessoas sexualmente ativas façam o exame anti-HIV. "Se a pessoa fizer o teste e descobrir que é portadora, ela poderá se tratar, e se o resultado for negativo ficará mais alerta para evitar a infecção."

Nair finalizou dizendo que as pessoas vivendo com HIV/aids podem ter vida sexual ativa. "Eu sou casada, meu marido também vive com HIV e nós usamos preservativos para nos proteger de diferentes cepas do HIV e para evitar outras DSTs".

Talita Martins
(talita@agenciaaids.com.br)

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