Equipe da Coordenação Estadual DST/Aids-SP faz mais de 500 testes de HIV em feira erótica

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31/03/2014 – 16h

 No total,  575 pessoas fizeram o teste  para HIV e outras 575, para sífilis,  durante a 21ª Erótika Fair, feira de produtros eróticos realizada no Centro de Convenções Imigrantes, em São Paulo, de 27 a 30 de março. Dessas, 52% eram mulheres e 48%, homens. Um dos testes deu resultado positivo para HIV e nove, para sífilis.

A testagem foi realizada pela Coordenação Estadual DST/Aids-SP, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde. Participaram da ação profissionais dos Programas Municipal DST/Aids de São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e da Prefeitura de São Paulo, além de técnicos do CRT DST/Aids (Prevenção, Assistência, Apoio Técnico e Vigilância Epidemiológica e Administração).

A testagem teve por objetivo incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo vírus HIV, especialmente junto às populações mais vulneráveis (homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo). Além de tornar os testes conhecidos e acessíveis aos participantes do evento, a ação pretendeu incentivar quem nunca pensou em fazer um a conhecer o seu status sorológico, independentemente de sua orientação sexual.

“É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste, para descobrirem se são ou não portadoras do HIV. Se der positivo, é importante iniciar imediatamente um tratamento médico”, explica Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual. “A sífilis não tratada pode acarretar problemas ao coração e ao cérebro. Além disso, torna mais fácil a infecção pelo HIV. A sífilis é tratável e tem cura."

Dados no Estado de São Paulo

No estado de São Paulo foram notificados 228.698 casos de aids, de 1980 a junho de 2013. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito venha caindo, ainda se morre de aids. “Todos os dias, oito pessoas morrem em decorrência da aids em nosso estado. É inadmissível, uma vez que a testagem é gratuita e disponível em toda a rede pública de saúde”, observa Maria Clara Gianna.

A epidemia de aids está estabilizada no estado de São Paulo, embora ainda afete duramente grupos mais vulneráveis como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, usuários de drogas, moradores de rua e presidiários. Nestes grupos, a prevalência da infecção é inaceitável, variando de 2,9% a 15%. A prevalência da infecção na população geral brasileira é de 0.6%.

O estudo Sampacentro, realizado pela Santa Casa de São Paulo em parceria com o CRT DST/Aids em 2012, com participação de 776 voluntários (79,5% identificaram-se como homossexuais, 14,3% como bissexuais) que concordaram em realizar sorologia anti-HIV, apontou 5% de soropositividade na faixa de 18-19 anos; 6.7% entre 20-24 anos;16.6% entre 25-39 anos e 28% nos entrevistados acima de 40 anos.

Dica de entrevista

Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP
Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana, São Paulo
Tel: (11) 5087 9835 – assessoria de imprensa

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