
Nesta sexta-feira (1), Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Coordenadoria de IST/Aids anunciou que os enfermeiros estão autorizados a prescrever a terapia antirretroviral (TARV) em casos de diagnóstico positivo na cidade de São Paulo.
De acordo com a Portaria Municipal n° 801 de 30 de novembro de 2023, está autorizada a prescrição do início do tratamento às pessoas vivendo com HIV por parte da classe.
“Aliada às portarias que autorizam a prescrição da PrEP por parte de dentistas, médicos, farmacêuticos e enfermeiros na capital, a nova portaria, que amplia a prescrição do início da TARV a enfermeiros, representa um importante avanço para as pessoas que testam positivo para o HIV, reforçando a diretriz do início imediato da Terapia Antirretroviral”, comemorou a coordenadora da Coordenadoria de IST/Aids da Cidade, Cristina Abbate.
Segundo a gestão, essa é uma conquista da cidade de São Paulo que vai ampliar ainda mais o acesso à assistência especializada e, principalmente, agilizar o início da TARV, o que pode fazer toda a diferença na vida das pessoas vivendo com vírus.
“A Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde segue empenhada em aproximar a população dos serviços especializados fornecidos gratuitamente pelo SUS na capital.”
O tratamento
A terapia antirretroviral é o método que possibilita que pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) possam ter seu sistema imune preservado e não mais transmitirem o vírus por meio de relações sexuais mediante seis meses de redução da carga viral a níveis indetectáveis. Dessa forma, o uso desta terapia medicamentosa reduz as complicações relacionadas às infecções pelo vírus, além da sua transmissão.
No entanto, para melhor eficácia é necessário que o paciente realize a adesão completa ao tratamento e, para isso, a população pode contar com o acolhimento e o acompanhamento das equipes multidisciplinares da rede municipal de saúde. Atualmente, na capital, a Tarv demora de um a três dias para ser iniciada (em 2016 eram 116 dias), e mais de 96% das pessoas vivendo com o possuem carga viral indetectável.
HIV em São Paulo
De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pela Coordenadoria de IST/Aids em parceria com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), os índices de novos casos de infecção por HIV na cidade de São Paulo diminuíram pelo sexto ano consecutivo. Em 2022, foram registrados 2.066 novos casos de infecção pelo HIV, em comparação a 2.351 novos casos em 2021. Desde 2016, a redução no número de casos foi de 45%.



