Em resposta a denúncia sobre falta de autotestes de HIV na Baixada Santista, Programa Estadual de Aids diz que insumos são enviados aos municípios conforme demanda

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Na última quinta-feira (11), o Jornal A Tribuna noticiou que o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa) da Baixada Santista não recebe autotestes de HIV desde dezembro do ano passado.

Em entrevista cedida ao Jornal, presidente do Gapa, Nanci Alonso, afirmou que a falta de distribuição dos testes pelo Estado representa um retrocesso, interrompendo o trabalho de conscientização e adesão ao tratamento.

Ao ser questionada sobre o assunto, à reportagem, a Prefeitura de Santos se posicionou, em nota, esclarecendo que os insumos são fornecidos pelo Ministério da Saúde ao Estado, responsável por realizar o repasse ao município. No entanto, desde o final do ano passado, a distribuição não ocorre de forma regular, e não há estoque para repasse à instituição.

A Tribuna também ouviu o Ministério da Saúde, que esclareceu que a oferta de testes de HIV é coordenada entre o Ministério e as Secretarias Estaduais de Saúde, sendo a distribuição aos municípios de responsabilidade das gestões estaduais.

Após a repercussão, a Agência Aids procurou o Programa Estadual de IST/Aids.

Em nota, o Programa, vinculado à Secretaria Estadual de Saúde, informou que possui estoque disponível e disponibiliza os insumos necessários aos municípios conforme demanda, com uma reserva de 200 autotestes disponíveis para a cidade de Santos.

Leia a nota na íntegra:

O Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids do Estado de São Paulo informa que recebe, regularmente, os autotestes de HIV do Ministério da Saúde (MS). O Programa Estadual de IST/Aids tem estoque disponível e disponibiliza os insumos necessários aos municípios conforme demanda. Atualmente, há uma reserva de 200 autotestes disponíveis para a cidade de Santos.

Os medicamentos zidovudina injetável, neviparina solução oral e raltegravir 400mg são distribuídos pelo MS aos estados, e atualmente estão com os estoques normalizados em São Paulo. Os estoques são monitorados constantemente para que haja o remanejamento em tempo hábil dos medicamentos entre os serviços de saúde, garantindo, quando necessário, o abastecimento de locais com estoques críticos.

Em relação a indicação de AZT injetável, conforme previsto em nota informativa de janeiro/2022, é recomendada para gestantes com o diagnóstico de HIV no parto, com carga viral desconhecida ou indetectável (>50 cópias/mL) na 34ª semana ou falha na adesão à terapia antirretroviral (TARV). Para gestantes com carga viral menor que 50 cópias e com adesão à terapia antirretroviral, a orientação é manter TARV habitual via oral, sem necessidade de AZT injetável.

Para conferir na íntegra a reportagem publicada no Jornal A Tribuna, clique aqui.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Jornal A Tribuna

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