15/12/2006 – 11h10
Em nota enviada na manhã desta sexta-feira (15) para a Agência de Notícias de Aids, o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde nega a falta de medicamentos anti-retrovirais no estado de São Paulo. Os representantes do programa admitiram apenas um “fracionamento” dos remédios por causa de problemas de logística. O texto é uma resposta a carta do infectologista Robinson Camargo, coordenador do SAE (Serviço Especializado em DST/Aids) Sapopemba, zona leste da capital paulista.
Na tarde desta quinta-feira (14), o Dr. Robinson Camargo (em carta aberta enviada por e-mail) cobra uma solução para o problema da falta intermitente de medicamentos. Sobre a Gamaglobulina, um dos medicamentos apontados na carta, o Programa Nacional de DST/Aids explica tratar-se de “um um problema de abastecimento internacional”. O Ministério da Saúde “tem tomado todas as medidas cabíveis de forma a não causar nenhum prejuízo aos pacientes”, explica a nota. Abaixo, o texto na íntegra.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Programa Nacional de DST e AIDS
Assessoria de Imprensa
14/12/06
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação à carta do Dr. Robinson Camargo, enviada à Agência de Notícias da Aids, o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde esclarece que:
1 – O Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde tem mantido ao longo de sua história o compromisso de lutar pela garantia do tratamento a todos os brasileiros que precisam de anti-retrovirais e atribuir ao Programa uma “atitude subserviente” é não reconhecer este fato. O programa tem sido transparente em todas as suas ações, estando aberto à discussão da questão do tratamento em todos os fóruns da sociedade civil. O compromisso da União com o acesso universal é sim uma política de Estado que há mais de vinte anos vem atendendo às pessoas que vivem com HIV, inclusive com incremento substantivo no orçamento destinado à aquisição destes medicamentos.
2 – Em relação à gamaglobulina, trata-se de um problema de abastecimento internacional e o Ministério da Saúde tem tomado todas as medidas cabíveis de forma a não causar nenhum prejuízo aos pacientes.
3 – Os medicamentos citados encontram-se disponíveis no almoxarifado do Estado de São Paulo, para redistribuição aos municípios. É importante frisar que em nenhum momento houve suspensão de distribuição destes medicamentos por parte do Governo Federal.
4 – Reiteramos o compromisso do Ministério da Saúde com a melhoria da qualidade de vidas das pessoas que vivem com aids no nosso país.
Mariângela Simão
Diretora do Programa Nacional de DST e Aids
Ministério da Saúde
Redação da Agência de Notícias da Aids



