A Gilead Sciences enviou à Agência Aids um posicionamento em resposta ao artigo “Crise política e acesso ao tratamento do HIV na Venezuela”, publicado no último sábado.
A empresa afirma que amplia o acesso aos seus medicamentos por diferentes estratégias e destaca que decisões sobre adoção de genéricos, aquisição e uso de tecnologias em saúde são tomadas de forma independente pelos países.
Abaixo, a resposta na íntegra:
São Paulo, 24 de fevereiro de 2026
A Gilead Sciences amplia o acesso aos seus medicamentos por meio de diferentes estratégias, incluindo precificação diferenciada, licenciamento voluntário e parcerias que apoiam prioridades nacionais de saúde pública, refletindo a crença da empresa de que a inovação deve chegar às pessoas que precisam dela.
As decisões sobre adoção de genéricos, registro, aquisição e uso de tecnologias em saúde são tomadas de forma independente pelos países, de acordo com suas próprias leis, autoridades regulatórias e sistemas de saúde.
Os esforços globais de acesso da Gilead incluem licenciamento voluntário, colaboração com mecanismos multilaterais e regionais de aquisição, submissões regulatórias nacionais, engajamento contínuo com governos e apoio à implementação de saúde pública.
Na América Latina, a Gilead trabalha com autoridades nacionais e parceiros regionais para identificar vias de acesso responsáveis e sustentáveis, que respeitem as prioridades e os marcos regulatórios de cada país.
O acesso a medicamentos envolve múltiplas etapas — análise regulatória, aquisição, planejamento de fornecimento e distribuição — gerenciadas dentro dos sistemas nacionais de saúde. A Gilead não intervém em decisões soberanas ou processos internos relacionados à compra ou incorporação de medicamentos.
A Gilead permanece comprometida com uma colaboração transparente e construtiva com governos, organizações internacionais e sociedade civil para avançar no acesso equitativo e sustentável à prevenção e ao tratamento do HIV.




