Eleições 2026 na Paraíba: planos de Lucas Ribeiro e Efraim Filho priorizam regionalização do SUS; HIV/aids fica sem agenda específica

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Pesquisa AtlasIntel aponta Lucas Ribeiro com 42,4% e Efraim Filho com 30,9%; programas apresentam medidas para atenção primária, telessaúde e redução de filas, mas não trazem propostas próprias para HIV, ISTs, PrEP ou PEP

Esta Agência tem trazido  as intenções de programas de governo dos candidatos(as)  a governador(as) dos diferentes estados do Brasil. Em relação ao HIV, o estado da Paraíba registrou 514 casos em 2024 e 576 casos de aids no mesmo período.  Os dados são do  Boletim Epidemiológico  divulgado pelo  Ministério da Saúde.

A disputa pelo Governo da Paraíba tem Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL) nas duas primeiras posições da pesquisa AtlasIntel divulgada no início de setembro.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lucas Ribeiro aparece com 42,4% das intenções de voto, seguido por Efraim Filho, com 30,9%. Cícero Lucena (MDB) registra 19,8%.

A AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado pelo método de recrutamento digital aleatório e está registrado na Justiça Eleitoral.

Na saúde, os programas dos dois candidatos apresentam propostas para atenção primária e especializada, regionalização da assistência, redução de filas e ampliação do uso de tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos documentos consultados, entretanto, não foram localizadas propostas específicas para HIV/aids, outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), PrEP ou PEP.

Quem é Lucas Ribeiro

Lucas Ribeiro é o atual governador da Paraíba e disputa a reeleição pelo Progressistas. Antes de assumir o Executivo estadual, foi vice-governador e exerceu mandato de vice-prefeito de Campina Grande.

Na eleição de 2026, concorre ao governo tendo Lígia Feliciano como candidata a vice.

Lucas Ribeiro propõe fortalecer atenção primária e vigilância

Na saúde, o plano de Lucas Ribeiro prevê fortalecimento da Atenção Primária, ampliação da assistência especializada e organização regional da rede.

O documento também contempla ações de Vigilância em Saúde, incluindo a Vigilância Epidemiológica, além de propostas para assistência farmacêutica, acompanhamento multiprofissional e cuidados preventivos.

Outro eixo é destinado às populações em situação de vulnerabilidade, com políticas específicas de acolhimento e inclusão.

População LGBTQIAPN+ recebe propostas próprias

Na área de diversidade, o programa dedica espaço à população LGBTQIAPN+.

Entre as propostas está a consolidação da rede estadual de acolhimento e proteção integral, além da criação do Programa TransCidadania Paraíba, com auxílio associado à escolarização e ações de inclusão produtiva.

O plano também prevê iniciativas de promoção da igualdade racial e fortalecimento das políticas destinadas a outros grupos em situação de vulnerabilidade.

Apesar dessas medidas, não foram localizadas propostas que mencionem nominalmente HIV, aids ou ISTs.

Também não aparecem ações próprias para ampliação da testagem, PrEP, PEP, prevenção combinada, adesão ao tratamento, supressão viral ou enfrentamento do estigma relacionado ao HIV.

Quem é Efraim Filho

Efraim de Araújo Morais Filho é advogado e senador pela Paraíba, com mandato de 2023 a 2031. Antes de chegar ao Senado, exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal.

Em 2026, disputa o governo estadual pelo PL, tendo Nayana Pontes como candidata a vice.

Efraim propõe policlínicas regionais e expansão da telessaúde

O programa de Efraim Filho dedica um capítulo específico à saúde e parte da proposta de reduzir a concentração de especialistas e serviços de alta complexidade em João Pessoa e Campina Grande.

Entre as medidas estão o fortalecimento da Atenção Primária, criação de Policlínicas Regionais, ampliação dos hospitais do interior e expansão da rede de urgência e emergência para diferentes regiões do estado.

O plano também prevê ampliar a telemedicina e a telessaúde, aproximando especialistas dos municípios do interior.

Outra proposta é a implantação de um prontuário eletrônico único estadual, com acompanhamento da trajetória do paciente e identificação de gargalos nas filas.

O programa estabelece ainda que a distribuição dos serviços deverá considerar o perfil epidemiológico de cada região.

Medicamentos e saúde mental também aparecem no programa

Efraim propõe ampliar a oferta de medicamentos e fortalecer a assistência farmacêutica.

Na saúde mental, o documento prevê expansão da rede de atendimento e maior integração entre os diferentes níveis do SUS.

A regionalização aparece como uma das principais estratégias para diminuir deslocamentos e ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados.

Apesar dessas propostas, não foram encontradas referências específicas a HIV/aids, ISTs, PrEP ou PEP no capítulo de saúde consultado.

Raio-X do HIV/aids na Paraíba

Em 2025, considerando os dados preliminares disponíveis até 30 de setembro, foram notificados 429 casos de HIV e 373 casos de aids.

Outro indicador acompanhado pelo Ministério da Saúde é a exposição de crianças ao HIV. Em 2024, a Paraíba registrou 108 crianças expostas. Entre 2015 e setembro de 2025, foram 1.201 notificações.

Na mortalidade, o estado contabilizou 157 óbitos por aids em 2024. Desde o início da série histórica, em 1980, foram registrados 3.538 óbitos no estado.

Os registros fazem parte de uma resposta estadual que envolve prevenção, diagnóstico, tratamento antirretroviral, vigilância epidemiológica e acompanhamento das pessoas vivendo com HIV.

PrEP e PEP integram as estratégias de prevenção disponibilizadas pelo SUS no país, embora não apareçam como propostas específicas nos dois programas de governo consultados.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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