Eleitorado fará seis escolhas para presidente, governador, dois senadores e deputados; mulheres são maioria entre quem vota, mas representam pouco mais de um terço das candidaturas
Mais de 158,7 milhões de brasileiras e brasileiros estão aptos a votar neste domingo, 4 de outubro, no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Em uma única ida à urna, cada eleitor fará seis escolhas que vão definir quem comandará o país e os estados e quem ocupará milhares de cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.
Estão em disputa a Presidência da República, os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 das 81 cadeiras do Senado, todas as 513 vagas da Câmara dos Deputados, além de 1.035 cadeiras nas assembleias legislativas estaduais e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O painel estatístico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza 201 registros para governador, 319 para senador, 7.803 para deputado federal, 11.294 para deputado estadual e 433 para deputado distrital. Considerando também vices e suplentes, são 20.988 registros de candidaturas.
Mulheres são maioria entre eleitores, mas não entre candidatos
As mulheres formam 52,84% do eleitorado brasileiro. São 83,8 milhões de eleitoras. Os homens somam cerca de 74,8 milhões.
Quando se observa quem disputa os cargos, a proporção muda. Em levantamento do TSE com 20.560 candidaturas, 7.165 são de mulheres, ou 34,85%, contra 65,15% de homens.
Na corrida presidencial, a presença feminina é ainda menor: entre os 12 candidatos, duas são mulheres — Clariana Barão (DC) e Samara Martins (UP), o equivalente a 16,7%.
Doze candidatos disputam a Presidência
A disputa pelo Palácio do Planalto chega ao primeiro turno com 12 nomes:
– Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 13
– Renan Santos (Missão) — 14
– Hertz Dias (PSTU) — 16
– Edmilson Costa (PCB) — 21
– Flávio Bolsonaro (PL) — 22
– Clariana Barão (DC) — 27
– Rui Costa Pimenta (PCO) — 29
– Romeu Zema (Novo) — 30
– Veterinário Wilson Grassi (Democrata) — 35
– Ronaldo Caiado (PSD) — 55
– Escritor Augusto Cury (Avante) — 70
– Samara Martins (UP) — 80
Se nenhum candidato obtiver mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno para presidente em 25 de outubro. A mesma regra vale para os governos estaduais.
Neste ano são dois votos para senador
Uma das principais diferenças das Eleições 2026 está no Senado. Cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores, porque haverá renovação de dois terços das 81 cadeiras da Casa.
Ao todo, 54 vagas estão em disputa. O eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes: não é possível votar duas vezes no mesmo nome.
Veja a ordem de votação
Na urna eletrônica, a sequência será:
1. Deputado federal — quatro dígitos
2. Deputado estadual ou distrital — cinco dígitos
3. Senador — primeira vaga — três dígitos
4. Senador — segunda vaga — três dígitos
5. Governador — dois dígitos
6. Presidente da República — dois dígitos
A Justiça Eleitoral recomenda levar uma “colinha” em papel. O celular não pode ser utilizado dentro da cabine de votação.
Saúde, direitos e políticas públicas também passam pelas urnas

Para quem acompanha temas como SUS, HIV e Aids, prevenção combinada, PrEP, vacinação, saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, direitos humanos e direitos da população LGBT+, é importante observar propostas para diferentes cargos — e não apenas para a Presidência.
O presidente da República conduz políticas nacionais, propõe orçamento, administra a estrutura federal e pode sancionar ou vetar leis. É no âmbito federal que estão o Ministério da Saúde e programas nacionais do SUS.
Os governadores administram as políticas estaduais de saúde e os recursos destinados às redes de atendimento.
Já deputados federais e senadores discutem leis nacionais e o Orçamento da União, além de fiscalizarem o Executivo. Nesse espaço passam decisões sobre financiamento da saúde, direitos civis, políticas sociais e mudanças na legislação.
Os deputados estaduais e distritais legislam sobre o que é de competência dos estados e fiscalizam os respectivos governos.
Por isso, ao consultar programas e trajetórias, o eleitor pode observar questões concretas: qual espaço o SUS ocupa nas propostas? Há compromissos com prevenção e tratamento do HIV e de outras ISTs? O programa menciona PrEP, saúde sexual, população LGBT+, enfrentamento à discriminação, direitos humanos, saúde mental e redução das desigualdades no acesso à saúde?
O sistema DivulgaCandContas, do TSE, permite consultar informações das candidaturas, programas de governo, declaração de bens, dados partidários, arrecadação e gastos eleitorais.
Quem vai às urnas
São Paulo concentra o maior eleitorado, com cerca de 34 milhões de pessoas, seguido por Minas Gerais, com 16,3 milhões, e Rio de Janeiro, com 12,8 milhões.
Também poderão votar 1,6 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo. Pessoas com 70 anos ou mais também não são obrigadas a votar.
No exterior, mais de 918 mil brasileiros estão habilitados. Nesse caso, o voto é apenas para presidente e vice-presidente da República.
Horário e documentos
A votação acontece neste domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila até o fechamento poderá votar.
Não é obrigatório apresentar o título de eleitor. É necessário levar um documento oficial com foto, como RG, Carteira de Identidade Nacional, CNH, passaporte ou carteira profissional. O e-Título também pode ser utilizado quando apresentar a fotografia do eleitor.
Celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de registrar o voto devem ficar fora da cabine.
Em uma eleição que definirá Presidência, governos estaduais, parte majoritária do Senado e toda a composição da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas, conhecer as atribuições de cada cargo e consultar as propostas registradas ajuda o eleitor a chegar às urnas com mais informação.
Redação da Agência de Notícias da Aids


