Eleições 2024: Porto Alegre se prepara para o segundo turno; veja as propostas de saúde dos candidatos à Prefeitura

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Sebastião Melo (MDB), candidato à reeleição, lidera com 55,5% das intenções de voto, enquanto Maria do Rosário (PT) aparece com 41,3%.

No próximo domingo (27), os eleitores de Porto Alegre decidirão no segundo turno quem será o próximo prefeito da cidade. Após um primeiro turno disputado, Sebastião Melo (MDB), atual prefeito, e Maria do Rosário (PT) voltam a se enfrentar. De acordo com a pesquisa do Instituto AtlasIntel, Melo lidera a disputa com 55,5% das intenções de voto, enquanto Maria do Rosário tem 41,3%. Agora, os porto-alegrenses definirão quem governará a capital pelos próximos quatro anos.

Na reta final da campanha, a Agência de Notícias da Aids analisou as propostas dos candidatos, com foco nas políticas de saúde pública, especialmente no combate ao HIV e à aids. Mesmo com Porto Alegre registrando altos índices de aids, nenhum dos dois candidatos mencionou diretamente o HIV ou a aids em seus planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa ausência de propostas específicas para o enfrentamento da epidemia levanta dúvidas sobre como a futura gestão da cidade irá lidar com esse problema crucial. Veja a seguir as principais propostas de saúde de ambos os candidatos:

Propostas de Maria do Rosário (PT)

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Sob o lema “Saúde para Todos com Gestão Pública Transparente e Participativa”, Maria do Rosário propõe uma reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre, combatendo o que classifica como desassistência e privatização da rede municipal de saúde.

Entre suas principais propostas estão:

– Atenção Primária à Saúde (APS): Fortalecer o programa Saúde da Família, garantindo a expansão da cobertura em todas as unidades de saúde e assegurando equipes completas.

– Descentralização e Ampliação das Unidades de Saúde: Reconstruir unidades afetadas por enchentes e criar novas em áreas vulneráveis.

– Aumento de Agentes Comunitários de Saúde (ACS): Expandir a cobertura de agentes e garantir atendimento domiciliar integral.

– Rede de Atenção Psicossocial (RAPS): Ampliar a saúde mental, fundamental após a pandemia e desastres naturais, promovendo o cuidado em liberdade e os direitos humanos.

– Rede de Atenção Especializada: Descentralizar os Centros de Especialidades e reduzir as filas de espera para exames e cirurgias eletivas.

Leia na íntegra o plano de governo de Maria do Rosário

Propostas de Sebastião Melo (MDB)

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Sebastião Melo foca em ações para reconstruir e modernizar a infraestrutura pública de saúde em Porto Alegre, especialmente após os danos causados pelas recentes enchentes. Seu plano “Política para o Bem da Cidade” destaca:

– Ampliação do Hospital de Pronto Socorro: Planeja duplicar a capacidade de atendimento do hospital.

– Construção do novo Hospital Materno Infantil Presidente Vargas: Um hospital com leitos de UTI e emergência psiquiátrica infantojuvenil, a ser construído em parceria público-privada.

– Recomposição de Equipamentos Públicos: Melo propõe a reconstrução de 317 unidades municipais, incluindo postos de saúde, além de usar inteligência artificial para melhorar a gestão urbana.

Leia na íntegra o plano de governo de Sebastião Melo

Cenário Epidemiológico em Porto Alegre

Porto Alegre vive uma situação crítica em relação à epidemia de HIV/aids. Segundo o mais recente boletim epidemiológico, a capital registrou 1.028 novos casos de HIV/aids em 2022, sendo 675 diagnósticos de HIV e 353 de aids. Desde 2017, a cidade tem identificado mais casos de HIV do que de aids, indicando que mais pessoas estão sendo diagnosticadas no início da infecção, antes de desenvolver a doença em estágio avançado.

Ainda assim, a capital gaúcha apresentou uma taxa de detecção de aids de 47,9 casos por 100 mil habitantes em 2022, o dobro da média estadual e três vezes maior que a média nacional. A situação é ainda mais preocupante no que se refere à mortalidade, com Porto Alegre ocupando o primeiro lugar entre as capitais brasileiras, registrando um coeficiente de mortalidade de 23,8 óbitos por 100 mil habitantes no mesmo ano.

Com esses desafios pela frente, os eleitores porto-alegrenses terão que escolher quem está mais preparado para enfrentar as questões de saúde pública que afetam diretamente a qualidade de vida na cidade.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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