25/10/2014 – 10h10
Neste domingo (26), 142,8 milhões de brasileiros, no Brasil e no exterior, vão às urnas, para eleger o novo presidente e o vice-presidente da República. Dilma Rousseff (PT) enfrenta Aécio Neves (PSDB), no segundo turno das eleições 2014.
No primeiro turno, com 100% das urnas apuradas, Dilma ficou com 41,59% dos votos válidos e Aécio Neves com 33,55%. A candidata do PT foi a mais votada no Piauí, com 70,61%. No Maranhão teve 69,56% e no Ceará, 68,3%. Aécio foi mais votado em Santa Catarina: levou 52,89%. No Paraná, 49,79%. Depois Rondônia, com 44,91% dos votos válidos.
Durante a campanha, os dois candidatos tiveram de se debruçar sobre o tema da saúde, considerada a área de maior preocupação do país. Na verdade, os programas de ambos mais descrevem as políticas públicas e enumeram feitos de seus partidos do que listam propostas concretas. Os dois fazem a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O SUS é, hoje, a maior rede de saúde pública do mundo e tem cumprido um importante papel na universalização do acesso. Reafirmamos nosso compromisso com seu contínuo fortalecimento e aprimoramento”, destaca o programa de Dilma Rouseff, que você lê na íntegra aqui.
A atual presidenta propõe para o segundo mandato a expansão do Programa Mais Médicos, a ampliação da rede de Unidades de Pronto atendimento (UPAs) destinadas a serviços de emergências de baixa e média gravidades, a extensão das redes de atendimento especializado, com a qualificação dos serviços hospitalares, o fortalecimento e a universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a ampliação do acesso da população a medicamentos.
Na política da aids, Dilma sancionou, em junho deste ano, o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que torna crime a discriminação contra portadores do vírus HIV e doentes da aids. A lei prevê prisão de um a quatro anos para autores de atos de preconceito contra os soropositivos, inclusive de empregadores
Já o programa de governo na área da Saúde do candidato Aécio Neves tem como principal mote o fortalecimento do SUS, com mudanças no modelo de atenção à saúde, eficácia no financiamento e na gestão, além de apoiar a proposta de investir 10% da receita corrente bruta da União em saúde. (Veja aqui)
“A melhoria do sistema de saúde no país passa pelo enfrentamento de três pontos-chave: a) a garantia de financiamento adequado; b) a ampliação significativa da qualidade da gestão do sistema e dos serviços de saúde; c) a estruturação do modelo de atenção baseado na organização de redes assistenciais integradas”, consta de compromisso assumido no programa de governo de Aécio.
O plano de Aécio inclui a aids no item 21 de sua proposta, da seguinte maneira: “Retomada da prioridade necessária para a manutenção do Programa HIV/Aids, com a qualidade que o tornou mundialmente reconhecido”. E estabelece ainda a criação do programa Remédio em Casa para entrega domiciliar a pacientes com doenças crônicas como hipertensão, diabetes, HIV, cardiopatias.
Redação da Agência de Notícias da Aids


