Ecos de Melbourne: Programa Municipal DST/Aids compartilha conhecimentos da Conferência Internacional de Aids com Técnicos da rede Municipal de Saúde

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06/09/2014 – 12h20

O Programa Municipal DST/Aids de São Paulo realizou na manhã desta sexta-feira, 05, o evento Ecos de Melbourne, cujo objetivo é compartilhar as impressões e conhecimentos dos técnicos, ativistas e jornalistas que estiveram na Conferência Internacional de Aids, ocorrida em Melbourne, Austrália, entre os dias 20 e 25 de julho.

A ampliação da testagem, o tratamento como prevenção, os desafios da epidemia entre as populações-chave (Homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade, o uso das mídias sociais no combate à epidemia entre jovens gays, a cobertura da grande mídia, o controle social e a criminalização do HIV em 78 países foram alguns dos temas apresentados por: Eliana Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Roseli Tardelli, diretora executiva da Agência Aids, Ana Lúcia Spiassi, responsável pela Prevenção, Marcos Blum, responsável pela interlocução com a sociedade civil, Cáritas Basso, Responsável pela assistência e Solange Santos Oliveira, diretora do CTA Henfil.

A participação das ONG/Aids brasileiras foi muito tímida, segundo Américo Nunes, presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra Aids, Mopaids. “As ONGs realizam muitos trabalhos e é preciso divulgá-los na Conferências Internacionais de Aids”, disse Américo.

Para aqueles profissionais que estão na chamada ponta, ou seja que atendem diretamente a população, participar de eventos internacionais é muito estimulante. “Voltei da Conferência renovada e mais animada para continuar o meu trabalho diário. Quere construir novas estratégias no cotidiano do meu serviço no CTA Henfil”, afirmou Solange.

O uso da mídias sociais e outras ferramentas virtuais na prevenção ao HIV foram o destaque de Ana Lúcia Spiassi. “A criatividade das ações e a linguagem nas campanhas de prevenção primária em países africanos e da Ásia são fantásticas”, afirma Spiasi.

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Eliana Gutierrez, Conferências Internacionais de Aids são espaços de troca de experiências e ampliação do conhecimento e de pactuação política. “O Brasil está alinhado com a política da Organização Mundial de Saúde, OMS, de oferta da testagem, do tratamento como prevenção, tanto com a profilaxia, pós exposição, como com a pré-exposição e com o tratamento precoce do HIV. Gutierrez explicou que o fim da epidemia, proposta pelo Unaids e OMS, até 2030, significa o controle da epidemia e não a erradicação e nem eliminação. Se o mundo conseguir testar 90 % da população, tratar 90% das pessoas com HIV e manter a carga viral indectável em 90% dos portadores do HIV, haverá sim o fim da epidemia, como prevê o Programa Conjunto do HIV/Aids da ONU, Unaids, e a Organização Mundial de saúde, OMS.

A editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli, falou sobre os desafios da cobertura de um evento internacional e da dificuldade que é conseguir espaço na grande imprensa para o tema. “A mídia brasileira não se interessa pelo assunto e, prova disso, é que nos últimos eventos internacionais coube a Agência de Notícias da Aids a cobertura e divulgar as novidades para a imprensa local”, afirma Roseli. A Agência Aids publicou sessenta e seis matérias sobre a Conferência, quatro boletins para o Jornal da Cultura, um para a Globo News, quatro boletins para a rádio MEC AM, um boletim para Rádio Estadão e três artigos de ativistas do movimento social de aids. Outra atividade desenvolvida pela Agencia Aids foi a gravação de 31 entrevistas com ativistas de 15 países para o documentário que será lançado no dia 1 de dezembro, no CineSesc, em São Paulo.

Marina Pecoraro

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