Diretor faz balanço de 2014 com coordenadores de DST/Aids e Hepatites Virais

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08/12/2014 – 20H

Com um balanço dos sucessos e desafios de 2014, o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV), Fábio Mesquita, abriu na última quarta-feira (4), a última reunião de coordenadores estaduais e municipais de DST/ Aids e Hepatites Virais de 2014. Coordenadores de todo o país foram a Brasília para o encontro realizado no Carlton Hotel e encerrado na sexta-feira ( 5).

Na pauta do primeiro dia do encontro, foi feito um balanço do Programa Nacional de DST e AIDS, quase 30 anos depois de seu lançamento, em maio de 1985. Foram comentadas a situação atual do HIV, das DST e aids no Brasil, a agenda prioritária para 2015, a logística de medicamentos, com participação da Coordenação de Governança e Gestão do DDAHV, o teste rápido, com participação da Coordenação de Laboratório (CLAB) do Departamento, e a atual conjuntura e os próximos passos da iniciativa Viva Melhor Sabendo, com a Coordenação de Prevenção e Articulação Social (CPAS).

Entre os destaques positivos do ano, o diretor apresentou as cascatas de cuidado contínuo e citou a estabilização de casos de aids no Brasil; a queda nas taxas de mortalidade e a queda na transmissão vertical do agravo e na taxa de detecção de aids em crianças menores de 5 anos – “a melhor das notícias”, disse o diretor.

 Fábio Mesquita falou também da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e dos avanços quanto à padronização  do tratamento aos soropositivos no Brasil.

 A despeito do que considerou números animadores do Brasil – e de seu persistente protagonismo no cenário internacional – o diretor lembrou, no entanto, que “temos de avançar muito mais” rumo à meta das Nações Unidas de 90/90/90: 90% das pessoas diagnosticadas; 90% das pessoas diagnosticadas seguindo tratamento antirretroviral (TARV); 90% das pessoas em TARV com carga viral indetectável.

Quanto às crescentes taxas de detecção de aids entre jovens gays, Fábio Mesquita lembrou que o fenômeno não é exclusivo ao Brasil. “Países que não viveram a explosão inicial da epidemia, há 30 anos – como a Austrália e a Bélgica, por exemplo –, hoje enfrentam o fenômeno do crescimento das taxas de detecção entre jovens gays”, disse – mencionando também países como o Japão, os Estados Unidos e a China. “Estamos todos buscando uma solução para este problema”, reiterou.

A quinta-feira incluiu também um informe sobre o status quo da cooperação interfederativa promovida pelo Ministério da Saúde com o Rio Grande do Sul e o Amazonas, além de proposta de novas cooperações – com os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina – em 2015.

As apresentações foram intercaladas por momentos de debate livre, para a participação de todos. Foram apresentadas também as mensagens em vídeo do diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (Unaids), Michel Sidibé, e do diretor do Departamento de HIV/Aids da OMS, Gottfried Hirnschall – para quem o Programa Nacional de AIDS merece grande reconhecimento por conseguir, além de impactar a epidemia em território nacional, influenciar a resposta global à aids.

No segundo dia do encontro, a assessoria de Ações Estratégicas (AAE) apresentou uma proposta de capacitação em planejamento e monitoramento para os estados e municípios, de acordo com as normas e diretrizes do DDAHV.

O diretor Fábio Mesquita ainda apresentou a situação atual das hepatites virais no Brasil, com destaque para a iminente introdução de três novos e revolucionários medicamentos para o tratamento da hepatite C: sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir.

 No momento, os medicamentos estão sob avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As negociações em torno da adoção destes medicamentos foram especialmente céleres e financeiramente vitoriosas – motivando até mesmo uma manifestação de agradecimento por parte de ONGs de apoio a portadores de hepatites na tarde da quinta-feira (4).

 “A gente conseguiu isso porque, neste ano, houve a publicação de uma portaria nova, completamente diferente da história do Ministério da Saúde, que coloca juntos a Secretaria de Vigilância em Saúde, a Secretaria e Ciência e Tecnologia e a Anvisa para tomar decisões estratégicas. Essa decisão foi tomada em conjunto pelas três secretarias – e por isso contamos com o apoio delas e da Anvisa, mesmo com a pressa que a gente tem”, explicou o diretor Fábio Mesquita.

O encontro foi encerrado com a previsão de alguns grandes eventos para 2015: o 10º Congresso da Sociedade Brasileira de DST e o 6º Congresso Brasileiro de Aids.

 

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