16/03/2014 – 17h20
Gestores, pesquisadores, movimento social e profissionais de saúde se reuniram nessa segunda e terça-feira, em Brasília, para um debate sobre s estratégia nacional para as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). O Fórum de Consulta Nacional sobre a Resposta Brasileira às Doenças Sexualmente Transmissíveis teve por objetivo é reposicionar as ações de vigilância e assistência em saúde em DST dentro do SUS de acordo com os novos contextos políticos e técnicos.
Na abertura do evento o secretario de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbos,a explicou que a ideia do fórum é “fazer um trabalho mais amplo em que também possamos escutar, colher sugestões e abrir para o debate com todos os atores relevantes no campo, tais quais coordenadores estaduais e municipais de DST/aids, pesquisadores, ONG, dentre outros atores. Assim, fechamos um primeiro ciclo de consultas públicas, que estabelece um processo de diálogo mais amplo com todos os atores”, disse o secretário.
“Queremos ao final da reunião chegar a um consenso sobre as necessidades políticas e técnicas para o fortalecimento e direcionamento das ações propostas pelo Ministério da Saúde, tanto na vigilância, assistência, como na estruturação da atenção às DST”, explicou Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Para o diretor, “o encontro foi um ponto de partida para a construção de uma linha de ações que reforce o cotrole às DST no país, pois a riqueza desses fóruns é o compartilhamento do saber adquirido”. Mesquita lembrou ainda que esse fórum dedicado às DST é realizado pouco antes de o Departamento finalizar o ciclo de consultas públicas nas cinco regiões do Brasil em que foram debatidas a aids e as hepatites virais. “Vamos focar também nas DST que ainda têm forte incidência em todo o Brasil”, concluiu o diretor.
Ao longo de dois dias, os participantes formaram grupos de trabalho e discutiram temas como: ações para eliminação da sífilis congênita e controle da sífilis adquirida; estratégias para acesso a medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento das lesões decorrentes do HPV; a construção de políticas para as populações-chaves e pessoas vivendo com HIV e aids para facilitar o acesso às medida de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis, HPV, e outras DST.
Os grupos de trabalho também debateram a necessidade de pesquisa em DST (resistência do gonococo aos antibióticos, monitoramento da vacina nacional do HPV e pesquisas operacionais) e papel dos centros de referência, assim como a incorporação de novos procedimentos no SUS.



