
Hoje, 9 de agosto, o mundo inteiro celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas, reconhecendo a riqueza cultural, história e contribuições únicas dessas comunidades.
A data criada por decreto da ONU (Organização das Nações Unidas), em 9 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre, destaca a necessidade contínua de proteção aos direitos humanos, promoção da igualdade, e valorização dos povos originários.
Neste ano, a celebração ocorre em um contexto de crescente reconhecimento das questões enfrentadas pelos povos indígenas, incluindo a preservação de suas línguas, territórios, práticas tradicionais e moldes de viver.
No contexto brasileiro, a pandemia de Covid-19 escancarou e ampliou ainda mais as desigualdades antes já existentes, ressaltando a importância de garantir o acesso igualitário a serviços de saúde, educação e oportunidades econômicas às comunidades tradicionais.

Um estudo feito por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições, estima que, entre a população indígena no Brasil, só 48,7% têm o esquema vacinal completo, bem menos do que entre os não-indígenas (74,8%).
Os índices revelados pela pesquisa foram melhores na região Nordeste, e foram semelhantes nas regiões Norte, Sul e Sudeste, apesar de as duas últimas terem a maior rede de atenção à saúde do país.
Enquanto esse e outros muitos desafios persistem, a celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas serve como um lembrete de que a diversidade cultural é uma força que enriquece a humanidade, e que ao honrar e respeitar os conhecimentos ancestrais e as perspectivas únicas dos povos indígenas, avançamos em direção a um mundo mais inclusivo e equitativo para todos.
Redação da Agência de Notícias da Aids


