06/03/2007 – 11h50
Em comemoração ao “Dia Internacional da Mulher”, que acontece nessa quinta-feira (08/03), a Agência de Notícias da Aids vai publicar uma série de matérias nas quais abordará os principais assuntos sobre Aids relacionados às mulheres. A reportagem que segue, trata da chamada “transmissão vertical”, ou seja, quando a mãe infecta o filho com o HIV durante a gestação, no momento do parto ou após a gravidez (por meio da amamentação). Os dados divulgados no ano passado são animadores, embora alguns ativistas tenham contestado os dados oficiais (saiba mais).
De acordo com o Boletim Epidemiológico de 2006, apresentado em 21 de novembro do ano passado, a redução das taxas da transmissão vertical, em todo o país, foi de 51,5% entre 1996 e 2005. No estado de São Paulo, os números são ainda melhores. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a queda da transmissão da mãe para o bebê foi de 72%. Em 2005, foram registrados 106 casos. Nove anos antes (1996), foram 372 notificações.
A realização do teste de detecção do HIV, durante os exames pré-natais, é considerada fundamental para a diminuição dessas taxas. Como ressaltou na época da divulgação desses dados, em 28 de novembro do ano passado, Maria Clara Gianna (coordenadora do Programa de DST/Aids de São Paulo), esse resultado é “importante”, mas não se pode “baixar a guarda.”
“Toda gestante deve exigir o teste de HIV durante o pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde e receber toda orientação adequada dos profissionais de saúde caso tenha diagnóstico da doença”, orientou Gianna.
Em resposta a feminização do HIV, o Programa Nacional de DST/Aids lançou um plano nacional de ações e metas para enfrentar o crescimento da epidemia entre esse segmento da população. A apresentação do plano foi em 4 de novembro de 2006, durante o VI Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, que aconteceu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Entre outras metas, um dos objetivos do Ministério da Saúde é de reduzir a taxa de transmissão vertical para menos de 1% até o final de 2007. Atualmente, de acordo com dados do governo federal, a taxa é de 1,6%.
Redação da Agência de Notícias da Aids


