08/03/2014 – 13h30
Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Agência de Notícias da Aids presta uma homenagem a algumas mulheres que trabalham no enfrentamento desta epidemia. Conheça a seguir a história de três mulheres que lutam contra a aids em São Paulo.
Maria Clara Gianna coordena o maior Programa Estadual de Aids do Brasil
A médica sanitarista Maria Clara Gianna nasceu em São Paulo em 23 de junho de 1961. Casada e mãe de duas meninas, Carolina e Mariana, Clara começou atuar na luta contra aids em 1988, como técnica da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Programa Estadual DST/Aids. Em 2005, ela assumiu a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, cargo que ocupa até hoje.
Seu trabalho no Programa Estadual de DST/Aids tem por objetivo principal diminuir a vulnerabilidade da população em relação às doenças sexualmente transmissíveis, como a aids; melhorar a qualidade de vida das pessoas já infectadas pelo HIV; e reduzir o preconceito, a discriminação e os demais impactos sociais negativos das DST/aids por meio de políticas públicas pautadas pela ética e compromisso com a promoção da cidadania.
Para ela, reduzir a vulnerabilidade feminina em relação a aids, "é necessário a ampliação de projetos de prevenção ao HIV com foco especialmente para mulheres, como por exemplo, a ampliação do acesso ao preservativo feminino."
Silvia Almeida defende o preservativo mesmo em relações estáveis
“Não nasci com o HIV, mas me infectei vivendo e amando. Hoje, portadora do vírus da aids, continuo vivendo minha vida e aprendendo com meus erros”. Esta é uma das frases que rege a luta da ativista Silvia Almeida, de São Paulo.
Silvinha, como é chamada pelos amigos, casou-se aos 18 anos com o primeiro namorado. Aos 30, descobriu que ele tinha aids e que ela também tinha se infectado . Em um casamento estável de 12 anos, com dois filhos e uma vida tranquila, ela jamais pensava que poderia ter esta doença.
Apesar da dor, cuidou do marido até o final. Naquele momento, a maneira como aconteceu a infecção importava muito menos que o tempo que ainda teriam juntos.
Hoje, além de ativista pelo Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas, Sílvia trabalha em São Paulo no setor de responsabilidade social da mineradora Anglo American, empresa que sempre lhe deu suporte para continuar vivendo bem com o HIV.
Para ela, o maior desafio na luta contra a “feminização da aids” é conscientizar as mulheres da importância do uso do preservativo até mesmo em relacionamentos estáveis.
Uma das receitas de Eliana Gutierrez contra aids é a prevenção
Eliana Battaggia Gutierrez é médica infectologista, com residência no Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Desde março de 2013 é coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo.
Fez especialização em Saúde Pública, administração hospitalar e medicina do trabalho na Faculdade de Medicina da USP e na Faculdade de Ciências Médias da Santa Casa de São Paulo.
Seu doutorado, realizado na Faculdade de Medicina da USP,versou sobre tuberculose e aids. Atualmente desenvolve linha de pesquisa em adesão em pessoas.
Como profissional, atuou nas áreas de imunodeficiência humana e tratamento antimicobacteriano, tendo como experiências a direção-adjunta do Centro de Epidemiologia, Pesquisa e Informação da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e a direção da Casa da Aids, serviço ligado à Secretaria de Estado da Saúde.
Redação da Agência de Notícias da Aids



