Dia do Infectologista: conheça três profissionais aliados à causa da luta contra o HIV/aids no Brasil

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O Dia do Infectologista é uma ocasião especial para reconhecer e celebrar os profissionais dedicados que desempenham um papel fundamental na saúde pública. A especialidade da Infectologia abrange um vasto campo de estudo e prática, focando na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas. No Brasil, os infectologistas desempenham um papel vital na luta contra o HIV/aids, uma das maiores preocupações de saúde pública do país.

A Infectologia desempenha um papel central na batalha contra o HIV/aids no Brasil, oferecendo cuidados especializados, conduzindo pesquisas e implementando políticas de prevenção e tratamento. Os infectologistas estão na linha de frente, fornecendo orientação, apoio e tratamento aos pacientes com HIV/aids, ajudando a melhorar sua qualidade de vida e reduzir a disseminação da doença.

Além disso, os médicos dessa especialidade desempenham um papel crucial na educação da população sobre práticas seguras de saúde, incluindo a importância do uso de preservativos, testagem regular e acesso ao tratamento antirretroviral. Seu trabalho não apenas salva vidas individualmente, mas também contribui significativamente para a saúde pública, ajudando a reduzir a incidência e o impacto do HIV/aids no Brasil.

Durante a pandemia de Covid-19, os infectologistas desempenharam um papel central na resposta ao vírus e à doença, contribuindo significativamente para o diagnóstico e tratamento de pacientes, o desenvolvimento de intervenções de saúde pública, a pesquisa de vacinas e tratamentos, a educação pública e o aconselhamento a autoridades de saúde. Sua expertise e liderança foram fundamentais para mitigar os impactos da pandemia e salvar vidas.

Confira abaixo o perfil de três profissionais que fazem diferença na luta contra o HIV/aids:

 

Márcia Rachid 

Marcia Rachid é médica formada em 1982 pela Unirio e mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde 1984 presta assistência a pessoas com HIV e hoje é uma das maiores referências do país no tratamento de portadores do vírus. Foi uma das fundadoras do Grupo Pela Vidda-RJ, em 1989. É coautora do livro “Manual de HIV/Aids” (Editora Thieme Revinter). Sua trajetória de vida inspirou a peça de teatro “Sentença de Vida”, com trechos de textos de Aderbal Freire-Filho, Emmanuel Nogueira, Flávio Marinho e Tim Rescala, que ficou em cartaz em 2023 no Rio de Janeiro. O elenco contou com Clarisse Derzié Luz, Gilberto Gawronski e Suzy Brasil.

 

Valdiléa Veloso 

Dra. Valdiléa Veloso é graduada em Medicina pela UERJ, é Mestre em DIP (UFRJ) e Doutora em Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). É Pesquisadora Titular da Fiocruz e integra a equipe do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI).

É Diretora do INI/FIOCRUZ e lidera o INI na resposta à pandemia da Covid-19. É docente permanente do curso de Pós-Graduação Stricto sensu do INI/Fiocruz. É pesquisadora das redes de pesquisa do NIAID/NIH: ACTG, HPV e HVTN. É a pesquisadora principal do projeto de implementação de PrEP na América Latina – Improp., um consórcio de instituições no Brasil, México e Peru.

No período de 1997 a 2000, chefiou a Unidade de Assistência do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, com importante participação na implementação do programa de acesso universal ao tratamento antirretroviral. Foi Gerente do Programa de DST e Aids da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, no período de 2000 a 2003.

Foi Pesquisadora Visitante Sênior da Fundação de Amparo à Pesquisa da Amazônia na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado em Manaus, AM, no período de 2014 a 2016. Desenvolve atividades de educação comunitária e difusão do conhecimento científico para a sociedade (popularização da ciência).

 

Ricardo Diaz 

Ricardo Sobhie Diaz nasceu em 6 de junho de 1962. Médico formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP) em 1986 com residência médica nesta mesma Instituição em Clínica Médica e Infectologia entre 1987 e 1989. Concluiu o Mestrado em 1991 e doutorado em 1993 na EPM/UNIFESP. Realizou pós-doutorado em medicina laboratorial estudando a diversidade genética do HIV e sua relação com a patogênese no atual Antigo Irwin Memorial Blood Centers em São Francisco, Califórnia, EUA, pela Universidade da Califórnia em Berkeley. É Professor Associado e Livre Docente da Disciplina de Infectologia na EPM/UNIFESP. Atua como Diretor do Laboratório de Retrovirologia desta Instituição, conduzindo pesquisas nas áreas de virologia, biologia molecular, pesquisa transicional (translacional) e pesquisa clínica com HIV e vírus relacionados. Lidera um grupo de pesquisadores que conduzem pesquisas em áreas básicas e clínicas, incluindo alunos de pós-graduação em diversos níveis.

Marina Vergueiro (marina@agenciaaids.com.br), com informações oficiais

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