
Enquanto o mundo celebra o amor e dedicação das mães neste Dia das Mães, é crucial lembrar da força e resiliência das mulheres que, apesar do desafio de viver com HIV, continuam a desempenhar papéis extraordinários como mães. Esta data é uma oportunidade não apenas para homenagear essas mulheres, mas também para destacar suas histórias inspiradoras de coragem, amor incondicional e luta contra o estigma, enquanto enfrentam os desafios únicos de criar e cuidar de suas famílias. Confira depoimentos de mães compartilhando suas experiências, desafios e triunfos enquanto também vivem com HIV. Pedimos às mulheres para responder a questão “Ser mãe vivendo com HIV é”:
Michelle Almeida, cristã, mãe de 2 filhos

Descobri ser mãe vivendo com HIV com 2 jovens filhos, Para mim serviu de alerta para os meus dois filhos se cuidarem e tomarem cuidado com suas relações.
E por outro lado ganhei dois acolhedores e mais importante em todo meu processo, meus filhos me aceitaram e me amam incondicionalmente independente do Vírus.
Thais Renovatto, mãe de dois filhos

Agradável, apavorante, intranquilo, terno, mas um imenso desafio. Porque além de todos os estigmas, preconceitos e medos que já assolam as pessoas que vivem com HIV, aqui eles são intensificados para além das inseguranças que a maternidade já traz: o pensar em passar algo para o bebê, o medo de algum familiar que não sabe, saber, a culpa pelos remédios, a desculpa para eles baixinho por não poder amamentar, culpa!!! E enquanto a gente tenta ensinar sobre a vida, são eles, nossas criaturas que nos ensinam a viver. Eles são nossos pequenos grandes milagres
Evalcilene Santos, mãe de quatro filhos

É se transformar em outra mulher. Quando descobri o diagnóstico há 22 anos, eu morri e nasceu outra mulher. Hoje eu tenho 47 anos e os meus filhos já foram todos criados pela minha luta, pela minha força, pela minha coragem em não me envergonhar de que eu tenho vírus do HIV no meu corpo, pois ele não me define como mulher, mãe, pessoa ou cidadã. O HIV veio me fortalecer para que eu pudesse lutar pela minha sobrevivência e ter a oportunidade de cuidar dos meus filhos como qualquer outra pessoa, como qualquer outra mulher.
Jéssica Mattar, mãe de 4 filhos

Ser mãe vivendo com HIV é algo incrível pois gerar uma vida sem risco de transmissão do vírus é um avanço imenso que nos gera qualidade de vida. Poder gerar um bebê saudável é uma felicidade sem fim. Viva a ciência!
Nair Britto, mãe de um filho

Ser mãe com HIV/AIDS é a experiência imediata do amor incondicional. Um viver sem tempo, no qual, mãe e filho crescem juntos, e cada qual transborda da alegria da presença mútua.
Silvia Almeida, mãe de dois filhos

No início da epidemia, ser mãe com HIV era um desafio muito grande, pois sem medicamentos, não sabíamos quanto tempo teríamos de vida…
O desejo de engravidar era julgado e condenado pela sociedade, pelo grande número de mortes que aconteciam na época e principalmente pela grande possibilidade de termos filhos com transmissão vertical do vírus. Mas a maternidade e o amor pelos filhos foi o que salvou a mim e muitas mulheres da morte. Pois para cuidar das crianças e bebês muitas mulheres acabavam usando todas as maneiras de se manterem vivas. Conheci histórias de mães usuárias de drogas que foram infectadas e, ao se verem grávidas, conseguiram se livrar do vício e se manterem limpas para cuidar dos filhos. Hoje, a possibilidade de eliminação da transmissão vertical por completo, é um grande avanço e uma das estratégias de eliminação futura do HIV. Viva os serviços de saúde e viva o amor materno!
Priscila Obaci, mãe de dois filhos

Acreditar na vida todos os dias para que meus filhos também possam acreditar.
Marina Vergueiro (marina@agenciaaids.com.br)
Dica de entrevista
Priscila Obaci
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Thais Renovatto
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Evalcilene Santos
@evalcilene


