03/01/2014 – 15h30
As vontades, os desejos e os sonhos em relação ao enfrentamento da aids em 2014 são tantos que a Agência de Notícias da Aids continua perguntando a ativistas, gestores, pesquisadores, entre outros profissionais que atuam na área, que mudanças gostariam de vivenciar neste ano.
Eliana Battaggia Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo: Em 2014, eu desejo o fim do estigma ao HIV, aumento da cobertura da testagem, incorporação e adesão dos soropositivos ao tratamento. E sonho ainda com uma vacina preventiva.
Rosaria Rodriquez, voluntária do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) da Bahia: Desejo mais pesquisas para uma vacina, seja ela preventiva ou para as pessoas já infectadas. Desejo também ter documentos brasileiros e poder continuar trabalhando em prol dos direitos humanos. Gostaria também que os escritores tomassem mais cuidados nas novelas, pois sempre acabam colocando atrizes negras como soropositivas. Desejo que as verbas para a aids sejam repassadas normalmente como sempre foi. Que o processo de aposentadoria não seja tão burocratizado… Desejo a mim uma boa saúde. Atendimento humanizado e medicamentos em todos lugares.
Fabrício Nunes, da Associação Orquídeas GLBT do Amazonas: Que 2014 não falte humanização na ações de prevenção e no atendimento; e que o governo federal seja menos hipócrita nas campanhas relacionados ao tema.
Claudio Celso Monteiro, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo: Espero que o ano de 2014 seja um ano politicamente determinante para o Brasil e que as próximas eleições promovam uma ampla renovação nos quadros legislativos, de forma que tenhamos parlamentares mais preocupados em legislar do que com barganhas e favoritismos políticos. Mas espero acima de tudo que a discussão de temas como a descriminalização do aborto e o enfrentamento à epidemia de HIV/AIDS sejam norteados pelas necessidades das políticas sociais e não pelo fundamentalismo religioso. Ou seja, espero que haja a valorização e a garantia da supremacia da laicidade estatal.
Davi Godoy, militante independente: Que os direitos humanos voltem para a pauta da prevenção do HIV; que as peças publicitárias do Carnaval e de todo o ano voltem a ter o sabor da liberdade de pensamento, sem as edições impostas por fundamentalistas. Somente assim, com respeito irrestrito à diversidade humana é que avançaremos na prevenção. E que venha a cura rapidamente.
Rubens Oliveira Duda, assessor de coordenação do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo: Acredito que a frase dita em 2000, pelo ativista José Stalin Pedrosa, está mais atual do que nunca: “A aids deve estar na agenda de prioridades da humanidade, se isso não acontecer, estaremos compartilhando fracassos e frustrações e contabilizando a cada dia novos casos da infecção pelo HIV”.
Toninho Alves, integrante da RNP+ do Ceará: Espero que as políticas de prevenção ao HIV primária e secundária avancem muito e que sejam melhorados aos exames e atendimentos de alta complexidade para as pessoas vivendo com HIV e aids.
Redação da Agência de Notícias da Aids



