
A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira (24), às 8h (horário de Brasília), contra o Panamá. A partida será disputada no Hindmarsh Stadium, em Adelaide, na Austrália, e é a segunda do grupo F, que já teve empate entre França e Jamaica.
Assim, as comandadas de Pia Sundhage podem aproveitar a dificuldade da favorita França e as estreantes panamenhas para avançar à próxima rodada na liderança da chave.
Antes da estreia do Brasil, o quinto dia da Copa do Mundo também tem os duelos entre Itália e Argentina, às 3h, em Auckland, Nova Zelândia, e entre Alemanha e Marrocos, às 5h30, em Melbourne, Austrália.
Cenário do HIV/aids no Brasil

Mais de um milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, somente em 2022 houve o registro de mais de 16,7 mil casos da infecção.
A maior concentração de casos de aids no país está entre os jovens, de 25 a 39 anos, com distribuição similar, sendo 52,4% no sexo masculino e 48,4% no sexo feminino.
O cenário no Brasil acompanha um ritmo crescente de novas infecções registradas a cada ano durante a última década. Dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids revelam que, entre 2011 e 2021 o número de diagnósticos saltou 198%, passando de 13,7 mil para 40,9 mil.
Por outro lado, graças à terapia antirretroviral (TARV), os casos de aids caíram 18,5% no mesmo período, passando de 43,2 mil novas notificações, em 2011, para 35,2 mil, em 2021. Isso acontece porque os medicamentos atuais conseguem controlar a infecção do HIV, impedindo a evolução para a sua forma grave, que é a aids.
Os óbitos associados à síndrome a cada ano também passaram por uma queda na última década, de 12,1 mil para 11,2 – diminuição de 7,5%.
Alerta entre os jovens
Embora, no geral, os casos de aids estejam em queda, o crescimento de novas infecções e a falta de adesão ao tratamento acende um alerta principalmente entre os mais jovens. O boletim do Ministério da Saúde destacou que, no período dos últimos 10 anos, o único grupo que viveu um aumento nas notificações da síndrome foram os homens de 14 a 29 anos.
Enquanto a tendência nacional foi de uma queda de 18,5% nos registros, o número de novos casos de aids aumentou 20% no grupo, passando de 6,6 mil, em 2011, para 7,9 mil, em 2021. Entre as meninas da faixa etária houve queda, porém em patamar elevado que chama a atenção.
Além disso, o boletim mostra que nos anos mais recentes a doença voltou a impactar de forma desproporcional os homens em relação às mulheres. No período de 2002 a 2009, por exemplo, eram em média 15 casos no sexo masculino a cada 10 no feminino. Porém, a partir de 2010, a diferença começou a aumentar, chegando a 25 casos em homens para cada 10 em mulheres em 2021.
Há também uma desigualdade racial quando analisadas as mortes que tiveram a aids como causa básica. Enquanto os registros caíram 20,8% entre a população branca, eles cresceram 10,3% entre a população negra – composta por pretos e pardos.
Em 2011, pessoas brancas representavam 44,4% das mortes, taxa que passou para 37,9% em 2021. Já a população negra, que antes era responsável por 49,6% das mortes, passou a contabilizar 59% do total.
Mais números:
- No Brasil, a prevalência do HIV em mulheres de 15 a 49 anos é 0,4;
- De 1980 até junho de 2022, foram registrados 369.163 casos de aids em mulheres;
- Dos 371.744 óbitos por aids registrados no Brasil no período entre 1980 e 2021, 29,7% ocorreram entre mulheres (110.563).
Falando daquelas que são mães, no Brasil, no período de 2000 até junho de 2022, foram notificadas 149.591 gestantes parturientes/puérperas com infecção pelo HIV. Verificou-se que 37,1% das gestantes eram residentes da região Sudeste, seguida pelas regiões Sul (29,1%), Nordeste (18,9%), Norte (9,1%) e Centro-Oeste (5,8%).
Vale ressaltar que, atualmente, o país tem articulado esforços em resposta à epidemia, contando, inclusive, com um plano nacional de eliminação da transmissão vertical (transmissão do vírus de mãe gestante para criança); algumas cidades brasileiras já alcançaram o objetivo, a exemplo de Curitiba (PR), Umuarama (PR) e São Paulo (SP).
Cenário do HIV/Aids no Panamá

Para uma população de quase 5 milhões, o Panamá tem 29 mil pessoas vivendo com HIV/aids, com prevalência de HIV entre os adultos de 1,0%.
Em 2022, mais de 19 mil pessoas estavam em tratamento neste país. Segundo o Unaids, a principal via de exposição ao vírus é sexual, especialmente entre os homens que fazem sexo com homens (HSH).
As populações mais atingidas pelo HIV neste país são as profissionais do sexo, com uma prevalência de 2,4%, os homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, com 5,9%. A prevalência entre travestis e mulheres transexuais é de 15% e entre pessoas privadas de liberdade, 1,1%.
O governo do Panamá, de acordo com o Unaids, passou a oferecer tratamento gratuito para o HIV para todos em 2016. E a primeira campanha para incentivar a população a fazer o teste de HIV foi ao ar em 2015.
Mais números
- Mulheres com 15 anos ou mais vivendo com HIV: 7700, com uma prevalência de 0,5;
- Porcentagem de pessoas vivendo com HIV que conhecem seu status: 83%;
- 4520 mulheres com 15 anos ou mais estão em tratamento;
Sobre o país
O Panamá está localizado na América Central e faz fronteira com a Colômbia e com a Costa Rica. Esse país também é banhado pelo Mar do Caribe e Oceano Pacífico.
A nação possui alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,755. O índice de analfabetismo é de 6,6% e a taxa de mortalidade infantil é de 17 óbitos a cada mil nascidos vivos.
Redação da Agência de Notícias da Aids


