
A comunicação foi o centro do debate no VI Encontro Brasileiro de Organizações, evento que reúne ativistas e lideranças da comunidade LGBT+ de todo o país, nesta terça-feira (17). A oficina “A importância da Comunicação no Movimento de Paradas”, realizada no âmbito do encontro, trouxe reflexões potentes sobre o papel estratégico da comunicação, das redes sociais e da inteligência artificial no ativismo contemporâneo.
A atividade foi conduzida por Fabia Galvão, coordenadora de Multimeios do Supremo Tribunal Federal (STF), e abordou temas como o uso da IA para mobilização, a atuação de influenciadoras digitais na quebra de bolhas e as novas fronteiras na comunicação de massa.
Durante o encontro, foram discutidos exemplos de como influenciadoras digitais ajudam a furar bolhas informativas, como no caso envolvendo Jojo Todynho e o SUS, que acabou levando à contratação da influenciadora Cariúcha em uma campanha para ampliar o alcance de informações institucionais de forma acessível.

“A comunicação está aqui para conectar pessoas, para sensibilizar, para mudar ideias, para trazer outros pontos de vista, para humanizar, para conectar e acolher”, reafirmou a coordenadora Multimeios do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a oficina.
Fábia também ressaltou que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa para criar conteúdos de qualidade e ampliar o impacto das mensagens-chave. A ideia é superar a resistência e o medo que cercam a IA, focando em seus usos éticos e criativos. A oficina destacou ainda a importância de parcerias estratégicas com marcas, como as ações feitas com o Tinder e o iFood.
Outro ponto reforçado foi a criação de espaços de escuta e diálogo com os territórios e comunidades, tanto nas ruas quanto no ambiente digital, fortalecendo a conexão entre as organizações de Parada e a população LGBT+.
O VI Encontro reúne ativistas, produtoras culturais, comunicadoras e representantes de organizações de Parada de todo o país. A programação segue até esta quarta-feira (18), com debates, oficinas e trocas de experiências voltadas à construção de estratégias coletivas de visibilidade, resistência e mobilização.
Ananda Migliano, especial para a Agência Aids



