Companhia chinesa se recusa a embarcar passageiros com HIV e é processada

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15/08/2014 – 13h

Segundo site da revista “Exame”, dois passageiros revelaram sua sorologia no momento de registro para o voo e foram impedidos, por funcionários da empresa aerea Spring Airlines, de embarcar. Um amigo deles, que os acompanhava, também não pôde viajar. Os três entraram na Justiça com ação contra a empresa por discriminação. Leia a matéria da “Exame” na íntegra:

Dois passageiros soropositivos e um de seus amigos apresentaram uma queixa por discriminação contra a companhia aérea chinesa Spring Airlines por tê-los impedido de pegar um voo, informou nesta sexta-feira a imprensa local.
No momento do registro para o voo que ia de Shenyang (nordeste) a Shijiazhuang (ao sul de Pequim), os dois passageiros soropositivos informaram sobre sua condição, relata o jornal Global Times.

Em resposta, os funcionários da companhia aérea de baixo custo se negaram a deixá-los embarcar no avião, assim como a um amigo que os acompanhava.

Os três passageiros apresentaram uma ação contra a empresa por discriminação, e exigem desculpas públicas, assim como uma indenização por perdas e danos no valor de 48.999 iuanes (5.950 euros, 7.962 dólares).

Um tribunal de Shenyang aceitou examinar o caso, acrescentou o jornal. Esta é, segundo a publicação, a primeira vez que a justiça chinesa examina uma demanda por supostas discriminações contra soropositivos.

Segundo a lei chinesa sobre transporte aéreo, as empresas têm o direito de se negar a embarcar pessoas com doenças contagiosas ou que representam um perigo para os outros passageiros.

Mas a Spring Airlines não tinha o direito de impedir que as três pessoas em questão pegassem seu voo, já que nenhum elemento sugere que representavam um risco de contágio, argumentou Liu Wei, advogado dos demandantes.

Entrevistado na terça-feira por um meio de comunicação chinês, o presidente da empresa, Wang Zhenghua, negou qualquer política de discriminação e culpou funcionários locais "nervosos" pelo incidente.

No entanto, também criticou publicamente os dois soropositivos envolvidos por terem "declarado tão abertamente desta maneira" sua condição, o que poderia ter criado pânico entre os passageiros.

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