O olhar do fotógrafo Sérgio Fernandes registraram um momento histórico no centro de São Paulo. No Dia Mundial de Luta Contra Aids, comemorado em 1 de dezembro, o Festival Contato trouxe a intervenção Mais Arte, Menos Aids 2025 e transformou a Praça da Sé em um grande palco de celebração, mobilização e cuidado coletivo.
No início da atividade, mulheres com diferentes trajetórias que vivem com HIV, desfilaram com elegância, beleza e leveza, chamando a atenção para a vulnerabilidade das mulheres frente a epidemia enquanto pessoas circularam pelo evento conhecendo as exposições e recebendo informações sobre prevenção e saúde. Mais de 100 testes de HIV foram realizados, além de testagens para sífilis, hepatite B e hepatite C, conduzidas pela equipe do Instituto Cultural Barong.
A Coordenadoria Municipal de IST/Aids marcou presença com o projeto PrEP na Rua, garantindo acesso à PrEP, PEP, insumos de prevenção e orientação qualificada, reforçando que prevenção também é cidadania. Entre intervenções artísticas e informações sobre prevenção, o centro da cidade foi palco e marcou a passagem de mais um Dia Mundial de Combate à Aids.
A galeria de fotos revela a energia, as emoções e os encontros que fizeram deste dia um marco no Dezembro Vermelho.

O Contato – Ações para Promoção da Saúde Sexual e Prevenção das IST e Aids completou 30 anos em 2025, reafirmando seu compromisso com informação de qualidade, acolhimento e respeito em todas as relações. Criado em 1995, quando o Sesc convidou 28 artistas para criarem obras sobre o tema, o projeto chegou à trigéssima edição promovendo sempre atividades gratuitas, diversidade de expressão artística, direitos e saúde sexual ao longo de toda sua existência.

A gerente do Sesc Carmo, Dóris Larizzatti, prestigiou e abriu o evento falando sobre a importância de ações contra a aids fora dos serviços de saúde.

Mulheres vivendo com HIV transformaram a Praça da Sé em passarela de coragem, beleza e resistência.

Diagnosticada em 1990, Jenice Pizão atravessou os anos mais duros da epidemia. Professora, pesquisadora e uma das fundadoras do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, dedica sua vida à defesa dos direitos das mulheres que vivem com HIV.

Lua Mansano construiu sua trajetória entre comunicação, ativismo e orgulho trans. Na internet, tornou-se referência ao falar, com didática e afeto, sobre mercado de trabalho, identidade e viver com HIV. Carrega o reconhecimento de TOP Voice no LinkedIn e uma atuação dedicada a fortalecer outras travestis e mulheres trans.

Viver com HIV há quase três décadas fez de Silvia Almeida uma referência de coragem e acolhimento. Diagnosticada em 1993, no auge da epidemia, ela encontrou no ambiente de trabalho algo raro para a época: apoio.

Carolina Iara, travesti, negra, intersexo, é pesquisadora, moradora da periferia, parlamentar da Bancada Feminista do PSOL e um dos nomes mais potentes da política contemporânea paulista.

O projeto PrEP na Rua, da Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo, levou para a praça informação clara, insumos, escuta qualificada e acesso à PrEP em locais públicos sem barreiras.

A coordenadora da Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo, Maria Cristina Abbate, falou sobre os avanços da política de aids na cidade.

Mais de 100 pess0as fizeram testes para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de retirarem preservativos, lubrificantes e orientações completas sobre prevenção combinada.

A equipe do Barong ficou atenta para esclarecer todas as dúvidas sobre saúde sexual e autocuidado.

A jornalista Cristina Angelini, do Canal Angelini, aproveitou a ação e fez seus exames.

Diversas pessoas participaram do evento que uniu arte, solidariedade, informação e prevenção.

Dindry Buck, e Sissi Girl, dos Esquadrão das Drags, levaram para a Sé muita arte e irreverência na luta contra a aids. Elas ficaram responsáveis por convidar as pessoas que transitavam pelo local para participarem da mostra.

O Festival Contato acontece até o dia 06 de Dezembro, em diferentes unidades do Sesc São Paulo.

Um dos momentos mais interativos da programação foi o auditório público, instalado ao ar livre, em plena Praça da Sé. Todas as pessoas puderam sentar, ouvir, perguntar, compartilhar e aprender com a ativista Guggãa Taylor e a Dra. Mafê Medeiros, infectologista.

Quem estava trabalhando também teve a chance de aproveitar a intervenção conhecer mais sobre prevenção.

O segundo momento do desfile teve a participação especial da atriz Maria Bia. As modelos entraram na passarela usando peças criadas pela artista plástica Adriana Bertini, confeccionadas com preservativos.

Na Praça da Sé, a exposição “Indetectável=Zero (I=0)” transformou o coração da cidade em um espaço de informação e empatia. Seis banners com fotos e depoimentos de pessoas vivendo com HIV que mantêm carga viral indetectável por usarem continuamente a medicação que controla a replicação do vírus — um lembrete poderoso da importância da adesão para manter a saúde e evitar novas infecções 
A exposição “I Festival Internacional de Humor em DST e Aids” reuniu 18 cartoons selecionados entre mais de 1.300 trabalhos inscritos. A mostra destacou o humor como ferramenta de informação, crítica e sensibilização sobre sexualidade, prevenção e direitos.

A equipe Barong chegou cedinho na Praça da Sé. Uma moçada engajada na luta contra a aids no ano inteiro.

As pessoas também tiveram acesso aos materiais informativos sobre prevenção combinada do HIV.

Centenas de preservativos foram distribuidos…

Representantes da Agência Educomunicativa PositHIVa Pra brilhar marcaram presença no evento.

Equipes do Sesc Carmo e do Sesc TV sempre parceiros e presentes nas ações de luta contra aids.
O Festival Contato trouxe para a Praça da Sé a intervenção “Mais Arte, Menos Aids 2025”. O evento foi realizado pelo Sesc de São Paulo e Agência de Notícias da Aids em parceria com a equipe do Sesc Carmo, e, neste ano, a iniciativa contou com o apoio da Coordenadoria Municipal de IST/Aids de São Paulo, das farmacêuticas Gilead e GSK/ViiV Healthcare e da Casa Gil Gondim, apresentando uma programação diversificada e chamando a atenção para nossa vulnerabilidade ao HIV e demais infecções sexualmente transmissíveis.

Redação da Agência de Notícias da Aids



