Checklist da folia: 5 dicas de prevenção ao HIV para um Carnaval mais seguro — A Crítica

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Com a chegada da maior festa popular do país, o reforço na prevenção combinada ao HIV torna-se essencial para garantir uma folia protegida e livre de preocupações.

O Carnaval é sinônimo de liberdade e celebração, mas para que a festa termine bem, o planejamento deve ir além da escolha da fantasia. No topo do checklist de saúde, a prevenção ao HIV ganha destaque estratégico, especialmente com o avanço de métodos que podem oferecer maior autonomia ao folião.

De acordo com diretrizes do Ministério da Saúde, a prevenção combinada é a estratégia mais eficaz, unindo diferentes métodos para que cada pessoa escolha o que melhor se adapta à sua rotina. Entre as inovações mais recentes, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) consolidou-se como um pilar fundamental no combate à epidemia do HIV.

“O Carnaval é um período de alta interação social, e a saúde preventiva não pode ser negligenciada. O objetivo é que a informação chegue de forma clara, permitindo que a proteção seja uma escolha ativa e consciente, e não uma barreira para a diversão”, afirma o infectologista Jucival Fernandes (CRM SP 100853), gerente médico da GSK/ViiV Healthcare.

Veja 5 dicas:

1. Entenda as opções:

A PrEP é uma estratégia que consiste no uso de antirretrovirais (ARV) antes da exposição para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Seu uso é indicado para pessoas que não vivem com o HIV, mas que têm maior risco de exposição.

A PrEP oral pode ser utilizada de duas formas: contínua, com o uso diário, ou sob demanda, que consiste em doses específicas antes e após a relação sexual.

Já a PrEP injetável surge como mais uma alternativa de prevenção.

2. Atenção ao cronograma de início:

A eficácia da PrEP não é imediata após a primeira dose. Segundo protocolos de saúde, o tempo de início da proteção varia de acordo com o tipo de exposição e o medicamento utilizado.

“A proteção precisa estar estabelecida antes do contato de risco. Para quem opta pelo método oral ou injetável, o acompanhamento com um profissional de saúde é indispensável para garantir que o nível de medicamento no organismo seja suficiente para barrar a infecção”, explica o Dr. Jucival Fernandes.

3. Combine métodos para maior proteção:

A PrEP, seja oral ou injetável, previne apenas o HIV, não oferecendo proteção contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, clamídia ou hepatites.

“Para ISTs virais com vacina (HPV, hepatite B e hepatite A), a vacinação é uma medida preventiva essencial. Não há vacina contra HIV; a PrEP é uma forma de prevenção e deve ser combinada com outras estratégias. O uso do preservativo (camisinha) também permanece como um aliado vital, especialmente em ambientes festivos onde a exposição a outras infecções é maior”, orienta o infectologista.

4. Conheça a PEP para emergências:

Se durante a folia ocorrer uma situação de risco, como o rompimento do preservativo, o folião deve buscar imediatamente a PEP (Profilaxia Pós-Exposição). Diferentemente da PrEP, a PEP é uma medida de urgência que deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição, preferencialmente nas primeiras duas horas.

O tratamento dura 28 dias e está disponível em unidades de pronto atendimento e serviços especializados de saúde.

5. Testagem e autoconhecimento:

Antes de cair nos blocos, realizar a testagem para HIV e outras ISTs é um passo fundamental de autocuidado.

Conhecer o status sorológico permite um planejamento de saúde muito mais assertivo e responsável, tanto para si quanto para os parceiros.

Muitas cidades oferecem Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e unidades móveis durante o Carnaval para facilitar o acesso.

“Informação é a nossa melhor ferramenta. Quando o folião entende as opções disponíveis, ele retoma o controle sobre sua saúde sexual com muito mais liberdade”, pontua o médico Jucival Fernandes.

Sobre a GSK/ViiV Healthcare

A ViiV Healthcare foi criada em 2009, a partir de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, formando uma companhia global dedicada exclusivamente a tratamentos para o HIV.

Em 2012, a japonesa Shionogi completou a sociedade. Atualmente, a GSK detém 76,5% de participação na empresa.

Como líder em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para o HIV, a ViiV Healthcare possui operações em mais de 50 países. A GSK é o distribuidor da ViiV Healthcare no Brasil.

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