Cerca de trezentos jovens do Senac Santo André recebem a roda de conversa que traz informação e quebra o silêncio sobre prevenção, saúde e HIV: parceria exitosa construída com a instituição e a Agência Aids

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Santo André é um município que fica distante da capital São Paulo mais ou menos uns 55 minutos É um importante município industrial e econômico localizado na Região do Grande ABC, conhecida como na Região Metropolitana de São Paulo. Com uma população de aproximadamente 748.919 habitantes (censo IBGE de 2022) e área de 175,78 km², possuí uma forte atuação nos setores industrial, de comércio e de serviços. É apontada em rankings de desenvolvimento humano da ONU como uma das cidades mais desenvolvidas do país. Conta com áreas de lazer conhecidas, como o Parque Celso Daniel e o Parque Central. Tem também uma unidade do Senac de São Paulo, fundada há 60 anos, onde cerca de 2 mil alunos comparecem diariamente para fazer parte de cursos livres, curso de menor aprendiz, Ensino Médio, além de um leque amplo de cursos profissionalizantes.
A unidade recebeu nesta semana a esquipe da Agência Aids para mais uma roda de conversa sobre saúde que conecta informação com prevenção. Uma turma pela manhã e outra à tarde. Alunos e aunas vão entrando em silêncio, acomodam-se nas cadeiras. Existe um esforço individual para deixar o celular de lado e focar nas informações que são transmitidas durante o encontro. Professores e professoras também participam da dinâmica.Colaboram pedindo silêncio e atenção quando a galera naturalmente dispersa durante a dinâmica.
Nesta unidade, o gerente fez questão de apresentar e participar do encontro. Nem sempre a agenda desses executivos ou executivas permite esta possibilidade. “Quando eu tinha a idade de vocês não se tratava de saúde e prevenção na escola, como estamos fazendo hoje aqui. É uma oportunidade ímpar. Participem. Tirem suas dúvidas. A equipe que está aqui, veio para esclarecer e informar tudo o que vocês não sabem sobre o tema, tem curiosidade, mas nem sempre perguntam”. Marcelo Pereira que tem formação como professor de idiomas e uma longeva carreira na instituição passou a manhã e interagiu com alguns comentários importantes durante a dinâmica. “ Nossa vivência pessoal com o HIV que tocou minha família porque meu irmão se infectou, me fez alterar minha rota de vida, fundar uma Agência de Notícias e hoje vir falar sobre a importância da informação chegar antes que o HIV entre no rolê de vocês”, explicou a jornalista Roseli Tardelli, curadora do projeto e responsável pelas mediações. Regiane Garcia, psicóloga, sexóloga, integrante do Instituto Cultural Barong é a segunda a falar. “ Nós humanos, somos vulneráveis a todos os tipos de vírus. Isso vale também para o HIV que, diferente de outras ISTS ( infecções sexualmente transmissíveis) não tem cura.Tem tratamento. Mas existe ainda muito preconceito e estigma que envolve o assunto ”, esclarece. “ É fundamental que o preservativo e a Prep e Pep( profilaxias pré e pós exposição) estejam mais perto de vocês para que o acesso seja imediato”, conclui. “A boa saúde depende do comportamento que vocês terão e de suas escolhas. Por isso é importante a informação para que tenhamos, sempre, melhores escolhas”, concluí. É a vez de Diego Krauzs contar sua história .“ Quanto mais você fala sobre seu diagnóstico, mais fica fácil viver e comentar sobre o tema. Eu considero importante mostrar que o HIV está entre a gente, sabe? por isso estou aqui para humanizar o assunto. Não foi fácil chegar neste lugar . É uma construção. logo depois que recebi meu diagnóstico positivo para o HIV, passei um final de semana inteiro assistindo vídeos e me informando. Chorei muito, me preocupei. Aos poucos fui entendendo mais e tendo força. Contei para minha mãe, para minha família. Tive apoio deles e dde alguns amigos. Superei medos e a culpa que aparece sempre. Hoje também trabalho acolhendo pessoas que recém receberam seu diagnóstico”. Diego fala com firmeza, sensibilidade e ternura.
Não demora muito tempo, os jovens começam a tirar suas dúvidas. Gabriela cursa o Ensino Médio. “Você vai passar a vida toda sem ter sintomas”? “Sim e sem adoecer e sem transmitir mais o vírus é o I=0 ( indetectável é igual a risco zero de transmissão) quando eu sou aderente a medicação”, explica Diego. Maria Clara, que está no Ensino Médio, perguntou: “ Um homem heterosexual que tem HIV pode passar para a esposa?” “ Pode sim se, ele estiver sem tomar medicação e o vírus seguir se replicando em seu corpo”, esclareceu Regiane. A participação segue e os esclarecimentos também. Foi a primeira vez que muitos dos quase 300 jovens que participaram do encontro puderam interagir com uma pessoa jovem, vivendo com HIV, perguntar o que tinham em mente e sair do encontro com informações e conceitos para se protegerem . Temos tecnologias a disposição através do SUS que são fundamentais para manter a saúde e o bem estar das novas gerações que poderão viver sem encontrar o HIV em suas escolhas no transcorrer da vida.

Galeria de fotos:

O gerente do Senac de Santo André,Marcelo Pereira, apresentou a equipe da Agência Aids e destacou a importância das informações que a equipe oferece

Regiane Garcia sempre responde corretamente todas as questões que são trazidas pelos jovens

Diego Krausz traz sua história e exemplo de superação

Insumos de prevenção são oferecidos para os participantes do encontro

“Cabide Solidário” os jovens que participam de cursos na unidade podem doar e tem acesso a roupas que são cedidas

A unidade disponibiliza, através do Programa Senac de Qualidade de Vida, absorvente íntimo nos banheiros

A tradicional self com os alunos e as equipes do Senac e Agência Aids

Nos meses de Setembro, Outubro e Novembro diferentes unidades da capital paulistana receberão a equipe para novos encontros dentro do cronograma de trabalho definido com o Senac de São Paulo

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